Venda de sentenças Judiciário: Esquema continua em MT?
A **venda de sentenças no Judiciário** pode ter continuado mesmo durante a prisão domiciliar de Andreson de Oliveira Gonçalves, um lobista que se passava por advogado. Segundo a Polícia Federal, ele intermediava votos e distribuía decisões antes da hora, pagando magistrados.
Lobista em prisão domiciliar: A suspeita da venda de sentenças no Judiciário
Gonçalves, que portava uma carteira falsa da OAB do Pará, foi alvo de uma nova operação da PF em Primavera do Leste (MT). A ação investiga a continuidade do esquema de **venda de sentenças no Judiciário**, levantando sérias dúvidas sobre o cumprimento de sua prisão domiciliar, concedida por motivos de saúde.
No entanto, a nova fase da Operação Sisamnes está sob sigilo, determinado pelo ministro Cristiano Zanin, do STF. Por essa razão, a PF não divulgou detalhes. A informação inicial partiu do jornal FolhaMax e foi confirmada pela piauí.
É importante notar que Gonçalves estava em prisão domiciliar há três meses, sob autorização de Zanin. Contudo, pessoas próximas ao caso acreditam que, se a suspeita de continuidade criminosa for confirmada, ele deveria retornar à prisão, a menos que seu estado de saúde o impeça.
Ademais, para verificar suas condições de saúde, o ministro Zanin designou um perito para ir até a casa de Gonçalves. Paralelamente, um ex-policial militar foi preso por tentar ocultar um celular, o que configura obstrução da justiça.
Essa intrincada investigação começou com o celular de um advogado falecido. Nele, as mensagens revelaram conexões e pagamentos entre empresários, desembargadores de Mato Grosso e servidores do STJ.
Junto à sua esposa, advogada, o casal aparentava dar legalidade às operações. Enquanto ela assinava contratos, ele se gabava de entregar decisões sob encomenda. A empresa Florais Transportes, de Gonçalves, teria sido usada para repasses de propinas superiores a seis milhões de reais a familiares de um juiz estadual.
Além disso, indícios apontam para vantagens a desembargadores, como contratos advocatícios com filhos de magistrados, presentes de luxo e até barras de ouro.
Andreson Gonçalves foi preso em novembro de 2024 e, desde então, permaneceu em silêncio. A nova ação da PF, contudo, sugere que esse silêncio era uma fachada, e ele continuou suas atividades criminosas de dentro de casa.
As revelações da Sisamnes expuseram uma grave vulnerabilidade no STJ. Arquivos apreendidos indicam que minutas de votos circulavam fora do tribunal, com suspeita de vazamentos em ao menos oito gabinetes. Você pode acompanhar mais detalhes sobre operações de combate à corrupção em Operação Sisamnes.
Em sindicância interna, o STJ demitiu apenas um servidor, Márcio José Toledo Pinto, auxiliar de ministras. A PF investiga se Pinto vazava minutas de decisões, e sua empresa recebia cifras milionárias da Florais.
Em conclusão, ministros do STJ defendem a corte, mas admitem em privado que a crise afeta a imagem do tribunal, que busca reagir em meio à pressão por transparência e ao constrangimento gerado.









