O eucalipto e teca mato grosso despontam como alternativas promissoras para o agronegócio em Mato Grosso. Apesar de cobrirem menos de 0,2% do território estadual, as florestas plantadas representam um enorme potencial de desenvolvimento econômico e social. A silvicultura intensiva, portanto, caminha a passos lentos no estado, que lidera o agronegócio nacional.
Silvicultura: Potencial para Eucalipto e Teca em Mato Grosso
Clair Bariviera, presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), destaca a necessidade de investimento na silvicultura para incentivar a produção de forma sustentável. Ele ressalta que, para que as florestas plantadas sejam competitivas, é preciso investir em tecnologia apropriada, visando aumentar a produtividade por hectare.
Compreender a importância do bom manejo das florestas plantadas é crucial. Por exemplo, a Arefloresta realiza anualmente o evento Florestar, que dissemina conhecimento técnico sobre práticas de manejo e a potencialidade do setor. O evento em 2025 reuniu diversos especialistas para discutir a melhoria da produção e produtividade.
Essas iniciativas são fundamentais para entender a viabilidade de produções em maior escala no futuro. Afinal, Mato Grosso já registra um avanço gradual no cultivo de eucalipto e teca mato grosso.
Avanço do Cultivo de Florestas Plantadas em Mato Grosso
Dados apresentados no Florestar 2025 indicam que, em 2023, o estado somava cerca de 210,9 mil hectares de florestas plantadas, sendo 128 mil de eucalipto e 68 mil de teca. Esse desenvolvimento, mesmo que inicial, é impulsionado pela localização estratégica de Mato Grosso, que abriga três biomas com vasta área preservada. Adicionalmente, o estado tem a capacidade de aliar o cultivo de florestas a seus pontos fortes já consolidados, como a pecuária.
Harold Klein, empresário e membro do conselho fiscal da Arefloresta, enfatiza que a silvicultura pode beneficiar diversas cadeias produtivas do agro. Além da produção de madeira para serrarias, as florestas plantadas geram biomassa para a geração de energia térmica nas indústrias mato-grossenses.
Consequentemente, a demanda por biomassa florestal tem crescido, podendo ser utilizada em usinas de etanol de milho, esmagadoras de soja, armazéns e frigoríficos. A busca pela silvicultura, portanto, demonstra uma abertura do agronegócio a soluções mais sustentáveis. No estado que lidera a produção agropecuária no Brasil, não se pode ignorar alternativas que assegurem um futuro sustentável.
Para mais informações sobre o agronegócio em Mato Grosso, acesse: portal163.com.br.










