O frigorífico Goiás, localizado em Goiânia, implementou uma alteração em sua comunicação após uma decisão judicial. Originalmente impedido de exibir o cartaz que dizia “petista não é bem-vindo”, o estabelecimento agora exibe em suas unidades a mensagem: “Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não”. Essa modificação ocorreu após o Tribunal de Justiça atender a um pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO).
Frigorífico Goiás petista: comunicado revisado
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais na última terça-feira (30/9), o CEO do frigorífico, Leandro Batista, mostrou a substituição do anúncio. A equipe jurídica do frigorífico Goiás, liderada por Carlos Olivo, declarou que a nova comunicação não carrega teor político nem caráter discriminatório. Diante disso, o estabelecimento alega estar sendo alvo de perseguição por sua oposição política.
A determinação judicial exigiu a remoção de qualquer comunicado que apresentasse “mensagem discriminatória por convicção político-partidária”. Contudo, o juiz estipulou uma multa diária de R$ 1 mil caso as determinações não sejam seguidas.
A alteração na mensagem gerou reações variadas entre os usuários da internet. Enquanto alguns criticaram a nova abordagem, argumentando que “vendemos para ser humano”, outros manifestaram apoio à medida. Um seguidor comentou: “Será por que os petistas estão associando a propaganda com eles e o Lula a carapuça serviu?”.
O anúncio inicial, que restringia a entrada de “petistas”, já havia gerado polêmica e recebido denúncia do deputado estadual Mauro Rubem (PT). Além disso, o MPGO ajuizou ação civil pública alegando “mensagem discriminatória” contra consumidores. A ação original também mencionava uma publicação nas redes sociais afirmando “Não atendemos petista”, o que, para o MP, configura um tratamento hostil e excludente.
Embora o proprietário tenha afirmado que o cartaz original foi removido antes mesmo da decisão judicial, o MP-GO contestou o argumento sobre a distinção entre “não é bem-vindo” e “proibido”. Em resumo, a Justiça entende que preconceito e discriminação não são tolerados sob qualquer circunstância.
Ademais, a ação proposta pelo MPGO solicita não apenas a remoção de mensagens discriminatórias, mas também uma indenização por dano moral coletivo de, no mínimo, R$ 300 mil e a publicação de uma nota de retratação. Para mais informações sobre legislação e direitos do consumidor, acesse nosso portal.










