Prática abusiva em óticas: MP acusa lojas de coação

Visão de um cliente confuso olhando para uma vitrine de ótica com ofertas duvidosas.
Oferta 'pague 1, leve 2' pode mascarar prática comercial abusiva em óticas, forçando compras.
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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) denunciou uma prática comercial abusiva em óticas, que pode prejudicar a liberdade de escolha dos consumidores. Conforme o documento, a estratégia de ‘pague 1, leve 2’ esconde uma coerção velada.

A Prática Comercial Abusiva e a Liberdade de Escolha

O procurador José Antônio Borges Pereira relatou, em ofício à 6ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, que a oferta visa coagir clientes a comprar mais do que precisam. Portanto, a oferta ‘pague 1, leve 2’ na verdade mascara uma compra forçada.

A estratégia é oferecer dois pares de lentes pelo preço de um. No entanto, o cliente que desejar adquirir apenas um par, enfrenta o mesmo valor. Consequentemente, comprar uma única unidade se torna financeiramente inviável.

“Ao tornar a compra de uma única unidade economicamente inviável, o fornecedor elimina a liberdade de escolha do consumidor e o força, de maneira indireta, a adquirir o segundo par de lentes, mesmo que não tenha necessidade ou interesse nele”, explicou o procurador. Essa **prática comercial abusiva óticas** é vista como um entrave à autonomia do cliente.

Origem da Conduta e Lesão Coletiva

Além disso, a prática não se limita a lojas isoladas, mas teria origem nas próprias fabricantes de lentes. Estas impõem condições de fornecimento e precificação que incentivam essa lógica de consumo. Acreditamos que essa conduta, que aparenta ser sistêmica no setor, lesa toda a coletividade de consumidores.

O MP classificou a **prática comercial abusiva óticas** como uma violação das normas de proteção e defesa do consumidor. Por isso, o caso foi encaminhado para as devidas providências. Para mais informações sobre direitos do consumidor, visite o nosso portal [clicando aqui](https://portal163.com.br/direitos-do-consumidor).

Em conclusão, o Ministério Público busca coibir essa forma de comércio, garantindo que os consumidores possam fazer suas escolhas de maneira livre e justa.

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