O vereador Mário Nadaf (PV) propôs a criação do “Título Honorífico Ordem do Mérito Renato Gomes Nery” na Câmara de Cuiabá, uma honraria que visa reconhecer advogados da capital. Essa iniciativa surge em memória a Renato Nery, figura proeminente do direito em Mato Grosso, brutalmente assassinado em julho de 2024. A proposta, que já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição de Justiça e Redação (CCJR), busca perpetuar o legado de juristas notáveis, fortalecendo o respeito e a admiração pela classe.
Título Renato Nery: Homenagem a Expoente do Direito em Cuiabá
O projeto, segundo Nadaf, é um tributo à memória de um dos maiores expoentes do Direito em Cuiabá. Renato Nery dedicou sua vida à justiça e foi vítima de um crime chocante em 2024. A criação do título Renato Nery advogados é um marco para a valorização da advocacia na região, garantindo que seu nome seja lembrado e seu exemplo seguido.
O mérito da matéria, que institui o título Renato Nery advogados, será votado em plenário nesta terça-feira (30), em votação única. Serão concedidos anualmente 20 títulos, divididos em três categorias: Profissional, Instituições e Entidades Não Governamentais, e Póstuma. A solenidade de entrega está agendada para 11 de agosto, data em que se comemora o Dia do Advogado. É fundamental ressaltar que a aprovação do homenageado ou de seus familiares será um requisito essencial para a concessão, assegurando a relevância da honraria.
Renato Nery, nascido em 1952, foi um advogado renomado e ex-presidente da OAB-MT. Sua trajetória profissional é um exemplo de dedicação inabalável à profissão e aos princípios éticos, inspirando gerações de juristas.
As investigações apontam que a motivação para o crime estaria ligada a uma complexa disputa judicial por terras em Novo São Joaquim. Renato Nery havia obtido êxito na ação após anos de litígio, um desfecho que, infelizmente, gerou ressentimento.
O Ministério Público apresentou denúncia indicando que um casal de empresários contratou um executor para cometer o assassinato do advogado, oferecendo R$ 200 mil pelo serviço, evidenciando a crueldade do ato.
O sargento Heron Teixeira Pena Vieira e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva responderão em júri popular pela execução. Outras seis pessoas foram apontadas como envolvidas no crime. Para mais detalhes sobre o caso, consulte notícias locais.










