O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) manifestou forte indignação com a soltura do rapper Oruam. Em suas declarações, o parlamentar considera a decisão uma afronta direta ao trabalho das forças de segurança e um claro enfraquecimento do Estado. A liberação, determinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik do STJ, atendeu a um pedido da defesa. Assim, a situação levanta questionamentos sobre a efetividade do sistema judiciário brasileiro.
Soltura do rapper Oruam: Decisão desmoraliza a Justiça
Para o Coronel Assis, a soltura do rapper Oruam, filho de Marcinho VP, um dos líderes de facção no Rio de Janeiro, é mais uma prova da desmoralização da Justiça. “Esse tal rapper, que foi preso por acusação de tráfico de drogas e tentativa de homicídio, foi, com certeza, conduzido com todas as garantias legais e restritas em nosso país”, afirmou o deputado em vídeo divulgado nas redes sociais. Desta forma, a decisão é vista como uma afronta aos esforços de combate ao crime organizado.
Ademais, o parlamentar argumenta que Oruam não representa a arte, a música ou a cultura. Em vez disso, ele promove desordem social e a idolatria à criminalidade. “É essa contracultura que destrói os valores da nossa família, corrompe os sonhos da nossa juventude”, declarou o deputado. Dessa maneira, o cidadão de bem é quem paga o preço dessas decisões controversas.
Nesse contexto, a liberação do rapper evidencia, segundo o deputado, a fragilidade do Estado. “Quem paga o preço é o cidadão de bem. Essa decisão desmoraliza o Estado, reforçando a ideia de que a Justiça sempre está em mãos atadas”, lamentou. Consequentemente, a cada dia, os criminosos se fortalecem e expandem seus domínios.
O histórico do rapper Oruam
O rapper Oruam, de 25 anos, tem um histórico marcado por polêmicas com a polícia do Rio de Janeiro. Ele se entregou em julho após ter a prisão preventiva decretada por associação ao tráfico e ao Comando Vermelho. Filho de Marcinho VP e sobrinho de Elias Maluco, Oruam sempre negou participação em atividades criminosas. Por outro lado, suas tatuagens em homenagem aos familiares ligados ao crime geram controvérsia.
Antes de se entregar, Oruam publicou um vídeo nas redes sociais afirmando: “Não sou bandido”. A declaração visava tranquilizar seus fãs e negar envolvimento com atividades ilícitas. Por isso, sua prisão gerou grande repercussão.
A ascensão de Oruam na cena musical começou em 2022. Ele ganhou notoriedade com a música “Invejoso” e desde então emplacou hits. Se apresentou em grandes festivais como Rock in Rio e Lollapalooza. Além disso, exibe nas redes sociais um estilo de vida luxuoso, com joias e carros caros.
No entanto, a defesa do artista argumenta que os motivos para a prisão são rechaçados pela jurisprudência dos Tribunais Superiores. Afirmam que a medida adotada foi ilegal. “Mauro Davi se submeterá às medidas cautelares diversas a serem determinadas e, como vem fazendo, provará sua inocência no curso do processo”, informaram os advogados.
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