Empresário foragido da Operação Conductor é preso em Cuiabá

Empresário procurado pela Operação Conductor foragido, usando um carro.
Empresário detido em Cuiabá, foragido da Operação Conductor, é apresentado.
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A Polícia Civil efetuou a prisão de um empresário de 34 anos, foragido da Operação Conductor. Ele era procurado por envolvimento em um grupo criminoso atuante nas regiões de fronteira de Mato Grosso e na área metropolitana de Cuiabá, cometendo crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Empresário foragido da Operação Conductor é detido em Cuiabá

O mandado de prisão contra o empresário, peça central na investigação que apura crimes relacionados à Operação Conductor foragido, foi cumprido em Cuiabá. As equipes da Delegacias Especializadas de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) realizaram a ação. A investigação foi iniciada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Draco de Cáceres. O investigado estava foragido desde o dia 2 de setembro, data da deflagração da operação.

As investigações revelaram que o empresário enviou R$ 159.5 mil para o líder do grupo criminoso e sua esposa. Além disso, ele recebeu drogas enviadas pela irmã do líder em sua distribuidora, localizada em Cuiabá. Sua movimentação bancária entre 2022 e 2024 mostrou-se totalmente incompatível com suas declarações de imposto de renda.

O suspeito foi localizado em frente a uma residência no Bairro Coxipó da Ponte, em Cuiabá. Ele foi abordado logo após entrar em um carro e deixar o local. Posteriormente, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência onde ele estava morando atualmente, no Bairro Residencial Nova Canaã. Ele foi encaminhado à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para ser ouvido e ficará à disposição da Justiça.

Detalhes da Operação Conductor

A Operação Conductor foi deflagrada em 2 de setembro pela Polícia Civil com o objetivo de investigar um grupo criminoso. Este grupo movimentou R$ 100 milhões com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro nas regiões de fronteira de Mato Grosso e na área metropolitana de Cuiabá. As investigações apontaram o envolvimento de pelo menos 31 pessoas físicas e oito pessoas jurídicas. O líder do grupo, residente em Várzea Grande, orquestrava o transporte de drogas da região de fronteira, o armazenamento, a negociação e a distribuição na região metropolitana de Cuiabá.

“Durante o período de cerca de quatro meses, o grupo recebeu mais de duas toneladas de drogas, armas de fogo e munições, sendo um carregamento por semana. O valor estimado da droga recebida nesse período é de R$ 45 milhões, que corresponde à quantia bloqueada/sequestrada dos investigados”, declarou a delegada Bruna Laet, responsável pela investigação.

Os entorpecentes do grupo eram destinados tanto ao consumo local quanto ao envio para outros estados. As investigações indicam que a movimentação financeira do grupo com a comercialização da droga alcança R$ 100 milhões. Para mais informações sobre operações policiais na região, visite portal163.com.br.

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