Deputados federais de Mato Grosso, José Medeiros e Nelson Barbudo, ambos do PL, protocolaram um requerimento. Eles querem que o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, explique a suspensão da inclusão da JBS Aves na lista suja. A solicitação surge em meio a questionamentos sobre a decisão que retirou a empresa do cadastro de empregadores que exploram mão de obra em condições análogas à escravidão.
Ministro sob pressão sobre a lista suja JBS
Segundo Medeiros, a decisão do ministro de assumir o processo é inédita. Portanto, isso levanta suspeitas de interferência política. A lista suja é conhecida por flagrar empregadores explorando mão de obra análoga à escravidão. A medida, em tese, visa coibir práticas abusivas no mercado de trabalho.
No entanto, a medida também recebeu críticas. Auditores do trabalho, o Ministério Público do Trabalho e entidades da sociedade civil manifestaram descontentamento. “Essa suspensão fragiliza um dos instrumentos mais reconhecidos internacionalmente”, alertou o parlamentar. A preocupação central é com a efetividade das ações de combate ao trabalho escravo.
Além disso, o requerimento busca entender os fundamentos jurídicos e administrativos da decisão. Ele também questiona os impactos sobre a política nacional de erradicação do trabalho escravo. Por fim, pede garantias para a independência técnica da inspeção do trabalho. A transparência nesses processos é fundamental para manter a credibilidade das ações.
O caso ocorreu em uma operação federal que encontrou dez pessoas em condições análogas à escravidão. Essas pessoas trabalhavam para uma empresa contratada pela JBS Aves no Rio Grande do Sul. A JBS informou que suspendeu a empreiteira e rescindiu o contrato. A companhia afirmou ainda que apura os fatos internamente.
“A companhia tem tolerância zero com violações de práticas trabalhistas e de direitos humanos”, declarou a empresa em comunicado. Para mais informações sobre ações do Congresso, acesse portal163.com.br/noticias/politica.
A lista suja JBS é um ponto de atenção para órgãos de controle e para a sociedade. A expectativa é que o ministro Luiz Marinho preste os devidos esclarecimentos em breve, garantindo a continuidade das fiscalizações.










