A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou duramente o que chamou de “espetáculo” do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), na sessão da CPI da CS Mobi. O prefeito apresentou um dossiê contra o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos, levantando suspeitas sobre direcionamento licitatório na operação. Portanto, a vereadora questiona a tempestividade dessas informações.
Dossiê CPI CS Mobi: Apresentado Fora do Prazo
Segundo Maysa Leão, o dossiê CPI CS Mobi foi apresentado pelo prefeito a apenas 16 dias do fim da investigação. Além disso, ela considera que o possível direcionamento da licitação é um fato novo, fora do escopo original da CPI. Isso pode comprometer o andamento.
“Eu falei isso para ele, eu falei: prefeito, 224 dias depois o senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo. São milhares de soluções para 16 dias, o que é impossível.”, declarou a parlamentar.
Ademais, Maysa Leão ressaltou que o poder de decisão sobre as cláusulas contratuais reside no Executivo. Ela citou, por exemplo, a quantidade de pontos de ônibus a serem implementados como contrapartida. No entanto, o prefeito é quem detém a responsabilidade.
Entendendo a Contrapartida do Contrato
A vereadora esclareceu que a arrecadação do estacionamento rotativo será do Município após a conclusão do Mercado Municipal. O dinheiro do rotativo já é arrecadado pelo Município, que inclusive paga uma contrapartida. A contrapartida contratual é progressiva, iniciando em R$ 654 mil e podendo chegar a R$ 1,94 milhão.
Por exemplo, com 3 mil vagas de estacionamento, o subsídio pode cobrir quase o valor máximo. Quando o mercado estiver pronto, a exploração do estacionamento retornará integralmente à Prefeitura. Isso pode ser comparado aos estacionamentos de shoppings.
Portanto, Maysa Leão acredita que já é hora de Abílio Brunini dialogar com a CS Mobi para acertar contrapartidas para o município. Ela sugeriu, por exemplo, que a empresa ceda um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura. Isso demonstraria boa vontade.
Finalizando, a vereadora enfatizou a necessidade de sentar e conversar para um futuro equilibrado para Cuiabá. “Ele gosta das caixinhas de perguntas: vocês concordam? Está na hora de decidir e essa decisão cabe só ao Executivo”, concluiu Maysa Leão.
Abílio compareceu à oitiva com um extenso volume de documentos, focando na fase pré-contratual e levantando suspeitas sobre os trâmites conduzidos pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Além disso, garantiu que a CPI da CS Mobi não terminará sem respostas concretas.
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