O governador Mauro Mendes (União Brasil) manifestou solidariedade ao presidente nacional do seu partido, Antonio Rueda. Rueda foi citado em uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) em negócios milionários. A notícia, divulgada pelo portal Metrópoles, levanta a hipótese de um uso político de instituições.
Suspeita de Interferência em Investigação
Antonio Rueda apareceu em depoimentos na megaoperação Carbono Oculto, deflagrada no fim de agosto. A ação desvendou a infiltração do PCC no mercado formal. A principal suspeita é que ele seja o proprietário oculto de aeronaves usadas para transportar lideranças do PCC. Essa informação chegou à PF por meio do relato de um piloto de jatinho particular.
“O fato de alguém dizer lá que você supostamente era o dono de uma aeronave, que alguém voou nessa aeronave, isso não é motivo para fazer uma operação”, afirmou Mauro Mendes. Ele acrescentou que, em sua opinião, o denunciante estaria ligado ao PSOL. “Então, assim, é muito ruim imaginar que, e eu não tenho elemento para afirmar, mas de imaginar que possa estar sendo feito um uso político de importantes instituições desse país”, ponderou Mendes à imprensa.
A força política de Rueda é inegável. Ele comanda a terceira maior bancada na Câmara dos Deputados. Além disso, após a recente federação com o PP do senador Ciro Nogueira, o União Brasil consolida o maior bloco no Congresso Nacional. Por essa razão, o partido expressou total apoio a Rueda diante das acusações.
Em resumo, a executiva nacional e os membros mais próximos do partido foram unânimes em apoiar Rueda frente às suspeitas. A investigação, portanto, suscita sérias questões sobre o potencial uso político de órgãos públicos. Para mais informações sobre o cenário político regional, acesse o debate sobre uso político de instituições.









