CPI aponta rombo de R$ 227 milhões em débitos previdenciários da ECSP
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos débitos previdenciários ECSP revelou, nesta quinta-feira (25), um passivo assustador na Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). Até o fim de 2024, foi contabilizado um rombo de R$ 227 milhões em obrigações previdenciárias, Imposto de Renda e FGTS.
Alerta sobre o passivo na ECSP
Israel Paniago, diretor da ECSP, detalhou que o valor herdado, sem correção, era de R$ 145 milhões. Entretanto, o trabalho de atualização elevou essa cifra para os atuais R$ 227 milhões. Esse montante pode, inclusive, aumentar com a continuidade das investigações.
Além disso, o presidente da CPI, vereador Dilemário Alencar (União Brasil), já havia apontado um rombo de R$ 184 milhões na Prefeitura de Cuiabá. Portanto, a soma dos passivos chega a R$ 411 milhões.
Alencar ressaltou que a não repasse das contribuições previdenciárias é um crime. Ele afirmou: “Salvo melhor juízo, é caso de polícia essa situação!”. As leis federais exigem o repasse mensal das contribuições.
Em suma, a falta de regularidade previdenciária afeta diretamente a aposentadoria de cerca de 1.400 servidores. Ademais, o montante deverá ser coberto com impostos pagos pela população cuiabana, desviando recursos de investimentos essenciais.
O parlamentar ainda alertou que o rombo pode ultrapassar os R$ 500 milhões. Isso porque a CPI ainda investigará a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). Portanto, a situação dos débitos previdenciários ECSP e outras entidades é de extrema gravidade.
A CPI dos Débitos Previdenciários retoma suas atividades em 5 de outubro, ouvindo o secretário da Limpurb, Felipe Wellaton, e ex-gestores. O relatório final, previsto para novembro, será encaminhado aos Ministérios Públicos Federal e Estadual, além do Tribunal de Contas do Estado.
A comissão é composta ainda pela relatora Baixinha Giraldelli (SD) e pelo membro titular Ildes Taques (PSB). Para mais notícias regionais, acesse nosso portal.










