O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), apresentou um dossiê CS Mobi CPI contra o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos. Assim, ele sinaliza possível direcionamento licitatório no processo que envolve a revitalização do Centro Histórico e do Mercado Municipal Miguel Sutil. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (24), durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Contrato CS Mobi sob suspeita na CPI
Abilio considera o contrato danoso, pois a CS Mobi lucra com estacionamento e exploração futura. Portanto, ele tem intenção de romper o acordo, desde que não pague a multa de R$ 135 milhões. Ele apresentou documentos da fase pré-contratual, levantando suspeitas sobre os trâmites do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).
Questionado se a CPI terminaria em pizza, Abilio frisou que acredita no papel da Câmara. Ele ainda vê margem para investigação, sugerindo uma prorrogação de 120 dias. “Acredito que não [terminaria em pizza]. Porque a gente está trabalhando para auxiliar”, afirmou, destacando o papel do Executivo em trazer fatos à luz.
No entanto, o presidente da CPI, vereador Rafael Ranalli (PL), pretende montar uma força-tarefa. O objetivo é analisar os dados apresentados pelo prefeito e cumprir o prazo, focando nas falhas do contrato e não em sua elaboração.
Atualmente, Abilio reclama do “sequestro” de R$ 5 milhões mensais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Essa verba foi dada como garantia à empresa para custeio de despesas. Ele vê o dossiê CS Mobi CPI como um passo crucial para esclarecer esses pontos.
Durante a oitiva, era esperada a presença do gerente-geral da CS Mobi, Kenon Mendes de Oliveira. Contudo, a empresa recusou a participação, alegando “embate midiático” e possível desrespeito. Por fim, um funcionário da empresa foi flagrado gravando depoimentos e teve celulares apreendidos temporariamente.
Saiba mais sobre o trabalho do portal em: CPI CS Mobi terá prazos dilatados após depoimento de prefeito.










