Pivetta defende perdão total a presos do 8/1

Vice-governador Otaviano Pivetta discursa sobre perdão total a presos do 8 de janeiro.
Otaviano Pivetta, vice-governador, expressa apoio à anistia para os detidos em 8 de janeiro.
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O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) posicionou-se firmemente a favor de um perdão total presos 8 de janeiro. Ele divergiu das discussões sobre converter o PL da Anistia em um PL da Dosimetria, argumentando que os bolsonaristas presos e condenados pelo ataque de 8 de janeiro já receberam punição suficiente.

Pivetta defende que os condenados, que cumprem penas de 2 a 3 anos e cujas sentenças variam de 14 a 17 anos, estão sendo penalizados de forma desproporcional. Para os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), essas penas são consideradas exageradas.

Pivetta defende perdão total presos 8 de janeiro

O vice-governador comparou a situação com outros atos de terrorismo ocorridos no Brasil, onde, segundo ele, os responsáveis não foram punidos. Portanto, ele advoga pela soltura imediata desses indivíduos condenados pelo Supremo Tribunal Federal.

“Eu acho que as pessoas que cometeram aqueles delitos naquele momento já foram castigadas durante esses quase quatro anos”, declarou Pivetta em entrevista nesta quarta-feira (24), na Praça Alencastro, em Cuiabá. “Houve no Brasil movimentos de terrorismo muito maiores do que esses e ninguém foi preso.”

Assim, ele concorda com a anistia, entendendo que os envolvidos já sofreram punição adequada. “Eu acho que esse pessoal já sofreu um castigo grande e já tá de bom tamanho”, avaliou.

Em paralelo, o Partido Liberal tentou incluir o ex-presidente Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de Golpe de Estado, na possibilidade de anistia. No entanto, a escolha do relator Paulinho da Força (SD-SP) trouxe um obstáculo, pois ele não pretende deslegitimar as condenações.

Em vez disso, busca uma contenção de danos através da redução das penas. Os simpatizantes de Bolsonaro e dos presos defendem ainda uma anistia ampla, geral e irrestrita, abrangendo atos de 2019 a 2023. Dessa forma, apagariam quaisquer atos ilegais praticados pelo ex-presidente e a ação que culminou com a destruição da Sede dos Três Poderes.

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