O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), apresentou um dossiê contra o contrato da CS Mobi CPI Cuiabá. Ele suspeita de possível direcionamento licitatório na parceria público-privada (PPP) de 30 anos, que envolve a revitalização do Centro Histórico e a reconstrução do Mercado Municipal.
CS Mobi CPI Cuiabá: contrato sob suspeita e intenção de rompimento
Abílio considera o contrato danoso devido aos lucros da CS Mobi com estacionamento e exploração futura. Portanto, ele sinaliza a intenção de rompimento, desde que seja possível evitar multa de R$ 135 milhões. A investigação concentra-se nos trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro.
Durante entrevista, o prefeito foi questionado sobre o temor de que a CS Mobi CPI Cuiabá terminasse em “pizza”. Ele acredita, no entanto, no papel da Câmara e na possibilidade de prorrogação da investigação. “É o papel do Poder Executivo trazer à luz todos os fatos da gestão”, frisou.
O presidente da CPI, vereador Rafael Ranalli (PL), pretende montar uma força-tarefa. Assim, busca analisar os dados apresentados e cumprir o prazo da CPI. A investigação, inicialmente, focava em falhas contratuais, não na fase de elaboração.
Atualmente, Abílio reclama do “sequestro” de R$ 5 milhões mensais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), valor que foi dado como garantia à empresa. Era esperada a presença do gerente-geral da CS Mobi, Kenon Mendes de Oliveira.
A empresa, porém, informou em nota que não participaria do “embate midiático”, apontando possível atuação desrespeitosa. Em contrapartida, um funcionário da empresa foi flagrado gravando depoimentos no Plenário.
O funcionário negou que estivesse a trabalho, mas teve dois celulares apreendidos temporariamente. Finalmente, os aparelhos foram devolvidos após “equadramento” pelos vereadores.
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