O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) acusou o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) de ser um “esquerdista” escolhido a dedo. A intenção, segundo Nascimento, seria desidratar o PL da Anistia, agora renomeado para PL da Dosimetria. Portanto, a medida visa conceder perdão a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Relator do PL da Anistia sob Fogo Cruzado
Elizeu sustenta que as penas impostas aos bolsonaristas são desproporcionais. Ele argumenta que atos de maior gravidade cometidos pela esquerda no passado não tiveram a mesma severidade. “Para o PT e a esquerda não existiu dosimetria, né? Agora coloca lá um cara de esquerda para poder ser relator e vem com esses argumentos? Não existe anistia pela metade”, criticou.
Paulinho da Força mantém boa relação com o ministro Alexandre de Moraes, visto por muitos como algoz do núcleo bolsonarista. Inclusive, foi relator do inquérito da trama golpista que resultou na condenação de Bolsonaro. Assim, para Elizeu, isso exemplifica uma perseguição à direita no país.
Ele defende a legalidade da anistia, considerando-a uma ferramenta jurídica constitucional. “A anistia é constitucional, ela é uma ferramenta legal, jurídica, para que aconteça. Até porque a condenação do nosso presidente Bolsonaro é uma condenação injusta e inválida”, declarou.
Elizeu Nascimento também criticou Alexandre de Moraes, afirmando que ele age como vítima, acusador e condenador simultaneamente. “Só no Brasil, em outros países a gente não vê isso”, emendou. A direita rejeita qualquer recuo no PL da Anistia, pois temem que a conversão em dosimetria não atenda Bolsonaro sem o cumprimento de parte da pena.
Questionado se essa postura irredutível não prejudicaria “patriotas” presos que poderiam responder em liberdade, Elizeu foi enfático. Ele alega que a direita não pode aceitar imposições, especialmente com a articulação da esquerda e do centrão contra a anistia. “Você acha que não é tudo isso que a própria esquerda quer? O que a esquerda quer é isso. É que aceite calado, a chicotada, a chibatada, essa punição desenfreada e covarde que está acontecendo com a direita”, disparou.
Recentemente, o tema do PL da Anistia esfriou na Câmara devido a novas ações dos Estados Unidos. Estes estenderam a Lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. Essa medida é vista, na narrativa de Eduardo Bolsonaro, como uma resposta à sua ida aos EUA, onde se disse “exilado”.
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