O governador Mauro Mendes (União Brasil) confirmou que foi procurado pelo vice-governador, Otaviano Pivetta, sobre a possibilidade de dar suporte às famílias que serão retiradas da invasão do Contorno Leste, em Cuiabá. Contudo, Mendes sustentou que não há obrigação em dar casa para invasor terra moradia, pois isso incentivaria a prática no estado.
Invasão de terra: tolerância zero
Na visão do governador, a invasão de terras não pode ser instrumento para adquirir propriedades. “Senão, nós vamos estar incentivando as pessoas a invadirem terra para ganhar uma moradia. E quantas pessoas querem moradia?”, questionou Mendes. Portanto, a ordem é de “tolerância zero” para a invasão de terra moradia.
Um estudo social realizado pela Secretaria Estadual de Assistência Social mapeou 2.594 terrenos e cadastrou 850 famílias. Deste total, apenas 172 foram identificadas como elegíveis para programas sociais. Diante disso, Mauro reiterou os dados, afirmando que “a maioria que tem lá, foi identificada, que tem casa, tem outro tipo de propriedade, estava lá como invasor”.
Cuidado com o patrimônio público
O governador enfatizou a importância de se ter cuidado com a situação. “Eu não entro nessa onda, não. Estou aqui para cuidar do patrimônio público e defender a maioria das pessoas. E as maioria das pessoas corretas, inclusive”, declarou. Assim, o governo está estudando possíveis soluções, mas com cautela.
Em suma, o governo não tem a obrigação de dar terra para quem invadiu. Invadiu, perdeu. Na semana passada, moradores da invasão protestaram em frente à Prefeitura de Cuiabá, cobrando negociação do prefeito Abilio Brunini. Ele sinalizou que buscaria ajuda de Mauro, talvez para aquisição de uma área próxima ao Contorno Leste para alocação de parte das famílias em lotes. Para mais notícias regionais, acesse nosso portal: Portal 163.










