Anistia de esquerdistas: Governador Mendes aponta hipocrisia

Governador Mauro Mendes discursa, criticando protestos pela anistia de esquerdistas. Imagem de arquivo.
Governador Mauro Mendes aponta hipocrisia em protestos pela anistia, comparando com perdões passados.
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O governador Mauro Mendes (União Brasil) classificou como “hipocrisia” os recentes protestos capitaneados pela esquerda, que rejeitam o projeto de lei que anistia os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Mendes argumenta que a esquerda já foi beneficiada por anistias no passado, referindo-se à histórica anistia de 1979, promulgada durante o regime militar.

Anistia de esquerdistas: Mendes aponta histórico de perdão

Conforme o governador, “muitos que cometeram crimes terríveis pertencentes à esquerda já foram anistiados” no Brasil. Ele pede que parem de ser hipócritas, declarou nesta terça-feira (23). Mendes ressalta que, à época, a anistia visava reintegrar opositores políticos e pacificar o país, mas argumenta que os eventos de 8 de janeiro não se encaixam nesse mesmo contexto de perseguição política.

Além disso, o chefe do Executivo comparou os atos de 8 de janeiro com manifestações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Ele lembra que militantes de esquerda já invadiram prédios públicos e causaram vandalismo em outras ocasiões, sem que houvesse a mesma severidade nas punições aplicadas aos envolvidos.

Mauro Mendes questionou: “Eu já disse e repito: vi muitas vezes o MST fazer isso e não vi nenhuma vez o MST ser condenado a 14, 17 anos de prisão.” Em sua visão, o MST já invadiu o Congresso Nacional, o que demonstra um padrão de comportamento que, segundo ele, não foi adequadamente responsabilizado.

Por outro lado, o governador voltou a caracterizar os manifestantes de 8 de janeiro como “velhinhos e velhinhas”. Por isso, ele rejeitou a comparação com opositores da ditadura militar, cujas ações, embora questionáveis para alguns, ocorreram em um contexto de luta política e repressorão estatal. Para Mendes, os atos de 8 de janeiro foram desprovidos de motivação política genuína.

“Eu não vi nenhuma daquelas velhinhas, daqueles velhinhos, daquelas pessoas [dos atos de 8 de janeiro] matando ou roubando, como algumas vezes aconteceu na história do país”, concluiu. Ele enfatiza que a natureza e a gravidade dos atos são distintas, justificando um tratamento legal diferente.

Enquanto isso, o PL da Anistia tramita na Câmara dos Deputados em regime de urgência. O relator sinalizou que a proposta será desidratada para o PL da Dosimetria, substituindo a anistia por revisão de penas. A discussão sobre a anistia de esquerdistas continua, gerando debates acirrados sobre justiça, proporcionalidade e a memória histórica do país. A posição do governador reflete um posicionamento mais conservador sobre o tema.

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