O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) manifestou apoio à anistia presos bolsonaristas, discordando da conversão do PL da Anistia em PL da Dosimetria. Segundo ele, os detidos e condenados pelos ataques de 8 de Janeiro em Brasília já cumpriram tempo suficiente de pena, variando de 2 a 3 anos, o que considera extremo.
Pivetta defende anistia presos bolsonaristas
Para Pivetta, as penas que variam de 14 a 17 anos são desproporcionais. Ele argumenta que o Brasil já presenciou situações de terrorismo mais graves sem que os responsáveis fossem punidos. Dessa forma, o vice-governador defende a soltura dos envolvidos nas manifestações contra o resultado eleitoral.
“Eu acho que as pessoas que cometeram aqueles delitos naquele momento já foram castigadas durante esses quase quatro anos. Houve no Brasil movimentos de terrorismo muito maiores do que esses e ninguém foi preso. Então, eu concordo com a anistia”, declarou Pivetta em entrevista na quarta-feira (24), em Cuiabá.
Além disso, ele afirmou que “esse pessoal já sofreu um castigo grande e já tá de bom tamanho”. A opinião surge em meio a discussões sobre o futuro do PL da Anistia, que o Partido Liberal tentava usar para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No entanto, a escolha do relator Paulinho da Força (SD-SP) para o PL da Dosimetria esfriou as expectativas. Embora ele não deva anular as condenações, busca-se uma contenção de danos através da redução das penas. Por exemplo, Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos por tentativa de golpe.
Simpatizantes de Bolsonaro e dos presos defendem uma anistia ampla, geral e irrestrita, abrangendo atos de 2019 a 2023. Com efeito, tal medida apagaria qualquer ilegalidade praticada pelo ex-presidente, incluindo a destruição da Sede dos Três Poderes. Para mais notícias da região, acesse nosso portal.
Em conclusão, a defesa da anistia presos bolsonaristas por figuras políticas como Pivetta levanta um debate significativo sobre justiça e punição no país.










