Meu Lote, Minha Vida: Nova Proposta Combate Déficit Habitacional

Família recebendo chaves de um novo terreno. Programa meu lote minha vida.
Nova proposta de moradia popular focada na entrega de lotes para construção.
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O deputado Wilson Santos (PSD) apresentou uma indicação ao Governo Federal para a criação do programa nacional Meu Lote, Minha Vida, visando reduzir o déficit habitacional. A proposta visa combater a carência de moradia para cerca de 7 milhões de famílias brasileiras.

Meu Lote, Minha Vida: um programa estruturante

A iniciativa, batizada de Meu Lote, Minha Vida, propõe uma parceria estratégica entre União, estados e municípios. Assim, busca atender aproximadamente 120 mil famílias em Cuiabá, conforme dados da Fundação João Pinheiro (FJP).

A ideia é integrar essa nova frente ao já existente “Minha Casa, Minha Vida”, sem comprometer os investimentos atuais do programa. “Estamos buscando agendar uma audiência em Brasília para apresentar essa proposta. Tenho esperança que, até o próximo ano, possamos avançar. Queremos resultados!”, defendeu Wilson Santos, que preside a Câmara Setorial Temática (CST) da Moradia Popular da ALMT.

Após meses de estudos, audiências públicas e discussões, chegou-se à conclusão de que o loteamento popular é uma alternativa viável e de rápida execução. A experiência em Mato Grosso e em todo o país demonstra essa eficácia.

Wilson Santos, com atuação na área desde a década de 1980, participou da fundação de 30 bairros em Cuiabá. Nessas localidades, famílias construíram suas casas gradualmente, muitas vezes sem depender de programas sociais diretos.

“Sou um devoto do loteamento popular. Conheço a realidade do povo sofrido. A família só invade um terreno quando não existe política pública”, destacou o deputado.

Ele exemplifica com o programa “Sonho Meu” da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, que já disponibilizou 300 lotes com subsídio de até R$ 10 mil. Desse modo, as casas podem ser erguidas com projetos pré-elaborados e com auxílio de reeducandos, que obtêm remição de pena.

“Loteamentos são mais baratos e incentivam as pessoas a construírem aos poucos, dentro de suas condições. Em Lucas temos um caso concreto de sucesso”, afirmou.

A demanda reprimida é evidenciada pelo programa “Casa Cuiabana” da Prefeitura de Cuiabá. Este recebeu 84 mil inscrições para apenas 700 unidades habitacionais, mostrando a urgência de soluções.

“Os números falam por si só: quase 100 mil famílias ainda buscam um teto. Precisamos de alternativas que cheguem a quem mais precisa”, reforçou o deputado.

A proposta do Meu Lote, Minha Vida busca transformar a abordagem brasileira para o déficit habitacional. Ao unir esforços entre as esferas de governo, a iniciativa será um passo decisivo para garantir não apenas um teto, mas a dignidade de milhares de famílias. Para saber mais sobre políticas habitacionais, visite portal163.com.br.

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