O senador Jayme Campos (União Brasil) classificou a PEC da Blindagem como um “escândalo” e uma “excrescência”. Ele votou contra o relatório que recomendava a rejeição da proposta.
PEC da Blindagem Senador: Jayme Campos se manifesta
Em pronunciamento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (24), o parlamentar mato-grossense, Jayme Campos, reafirmou sua posição firme contra a PEC da Blindagem. Ele a chamou de matéria “tão fora de qualquer procedimento” que nunca vira em seus 74 anos.
Portanto, a PEC da Blindagem, já aprovada pela Câmara dos Deputados, foi rejeitada de forma unânime pela CCJ do Senado. Dessa forma, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve anunciar o arquivamento da proposta.
Jayme Campos elogiou o parecer do relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), que considerou a PEC como prejudicial à confiança do cidadão. “Nós não podemos pactuar com os retrocessos do Brasil”, declarou.
Além disso, o senador foi um dos primeiros a criticar a proposta após sua aprovação na Câmara. Segundo ele, a matéria funciona como um mecanismo de “autodefesa” que cria privilégios. Em resumo, ela estenderia proteções até mesmo a presidentes de partidos políticos.
Por exemplo, Jayme Campos acredita que a rejeição pela CCJ é um passo para a sociedade retomar a fé no Parlamento. Ele acusou os apoiadores da proposta de “irresponsáveis”, buscando proteção para “atos ilícitos que têm praticado, ou querem praticar”.
Com vasta experiência como ex-prefeito, governador de Mato Grosso e em seu segundo mandato como senador, Jayme Campos sentiu-se “contemplado” com o relatório “perfeito” de Vieira. Ele, inclusive, classificou a sessão como “histórica” para os registros do Senado Federal.
Buzetti comemora rejeição da PEC da Blindagem
Embora não seja membro da CCJ, a senadora Margareth Buzetti (PP) celebrou a decisão. Ela considerou a PEC da Blindagem “indefensável”. No entanto, ressalta sua discordância com o que chama de “ativismo” político do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Nos últimos anos, nós vimos deputado preso por assassinato. Imagina se tivéssemos que ter autorização da Câmara para investigar”, disse Buzetti, que considera um absurdo a matéria, pois “daria o poder de cometer crime aos parlamentares”.
Por outro lado, o senador Wellington Fagundes (PL), também não membro da CCJ, não comentou a rejeição. Contudo, na semana passada, após a aprovação pelos deputados, ele havia se manifestado favorável à PEC.
Em suma, a PEC da Blindagem, aprovada na Câmara, visava dificultar prisões e processos criminais contra parlamentares. Contudo, a proteção se estenderia a crimes graves como estupro, homicídio e corrupção.
Vale mencionar que a proposta foi amplamente rejeitada pela sociedade, sendo alvo de protestos em todo o Brasil. Da bancada de Mato Grosso, somente os deputados federais Emanuelzinho e Juarez Costa votaram contra, conforme se pode verificar no portal: deputados de MT votam na PEC da Blindagem.










