O senador Jayme Campos (União Brasil) demonstrou veemente oposição à chamada PEC da Blindagem, qualificando-a como “escândalo” e “excrescência” durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Ele afirmou, em seus 74 anos, nunca ter presenciado uma proposta “tão fora de qualquer procedimento”.
PEC da Blindagem Rejeitada: Um Triunfo para a Confiança Pública
A PEC da Blindagem rejeitada pela CCJ do Senado por unanimidade representa um marco. Esta proposta, que já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados, visava criar privilégios para parlamentares, estendendo proteções até mesmo a presidentes de partidos políticos. Assim, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, deverá anunciar o arquivamento.
Jayme Campos elogiou o parecer do relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), que considerou a PEC prejudicial à confiança pública. “Nós não podemos pactuar com os retrocessos do Brasil”, declarou o senador mato-grossense.
Ele criticou a proposta como um mecanismo de “autodefesa” que criaria privilégios indevidos. Com efeito, Campos acredita que a rejeição da PEC da Blindagem rejeitada restaura a fé da sociedade brasileira no Parlamento.
O senador, com vasta experiência política em Mato Grosso, sentiu-se “contemplado” com o parecer considerado “perfeito” por ele. A sessão, em sua visão, foi “histórica” para o Senado Federal.
Margareth Buzetti comemora, Wellington silencia
A senadora Margareth Buzetti (PP), embora não seja membro da CCJ, celebrou a decisão, classificando a PEC como “indefensável”. No entanto, ela ressalvou sua discordância com o “ativismo” político do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Me assusta aqueles que ainda defendem isso. É defender o indefensável”, declarou Buzetti em vídeo nas redes sociais. Ademais, ela pontuou que a aprovação da PEC daria poder para cometer crimes aos parlamentares.
Em contraste, o senador Wellington Fagundes (PL), que na semana anterior havia se manifestado a favor da matéria, optou por não comentar a rejeição.
Entenda a PEC da Blindagem
A PEC visava dificultar prisões e processos criminais contra deputados e senadores, sob o pretexto de proteger prerrogativas. Contudo, a proteção abrangeria crimes graves como estupro, homicídio e corrupção.
A proposta sofreu ampla rejeição popular, com protestos em todo o país. Da bancada de Mato Grosso, apenas os deputados federais Emanuelzinho e Juarez Costa votaram contra. Para mais notícias sobre o cenário político regional, visite nossa seção de política.










