Ex PM Cuiabá: 37 anos de prisão por estupro e morte de advogada

Retrato de Almir Monteiro dos Reis, ex PM Cuiabá, em audiência.
O ex PM Cuiabá foi sentenciado a 37 anos de prisão por crimes graves cometidos em Cuiabá.
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O ex PM Cuiabá, Almir Monteiro dos Reis, foi sentenciado a 37 anos de reclusão em regime fechado. Ele foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e fraude processual. Esses crimes foram cometidos contra a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, em agosto de 2023.

Condenação do ex PM Cuiabá

Portanto, a decisão foi proferida durante sessão do Tribunal do Júri, em Cuiabá. A juíza da 1ª Vara Criminal, Mônica Catarina Perri Siqueira, conduziu o julgamento. O corpo da vítima, infelizmente, foi encontrado dentro do carro dela no Parque das Águas.

No entanto, o réu foi absolvido apenas da acusação de ocultar o corpo da vítima. A magistrada determinou, adicionalmente, que ele permaneça preso, sem possibilidade de recorrer em liberdade. Ele também deverá pagar 20 dias-multa.

Por meio de nota, a família de Cristiane informou que acompanhou, com serenidade, todo o desenrolar do caso até a realização do julgamento. Eles confiaram no trabalho da Justiça, entendendo que este é um passo importante para encerrar um ciclo de dor.

A família ressaltou que desejam preservar a memória de Cristiane como mulher, amiga, mãe, filha, irmã e profissional exemplar. Sua vida, com certeza, será sempre lembrada por todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la.

Relembre o trágico caso envolvendo o ex PM Cuiabá

Cristiane foi morta em 13 de agosto de 2023, na casa do ex-policial militar, localizada no bairro Santa Amália, em Cuiabá. Conforme a investigação, Cristiane foi espancada e morta por asfixia mecânica.

Além disso, ela também foi estuprada em condição de vulnerabilidade. Após o crime, o réu permaneceu por horas com o corpo dentro da residência, tentando eliminar vestígios ao lavar roupas e limpar manchas de sangue.

Mais tarde, ele colocou a vítima dentro do carro dela e dirigiu até o Parque das Águas, onde abandonou o veículo. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele chegou a tentar simular que a advogada ainda estivesse viva, colocando-a no banco do passageiro com óculos escuros.

O corpo de Cristiane foi encontrado após familiares rastrearem o celular dela e localizarem o veículo no local. Durante a instrução processual, a defesa do ex-militar tentou sustentar a tese de inimputabilidade, alegando doença mental.

Laudos periciais, contudo, concluíram que Almir não apresentava surto psicótico no momento do crime. Ele estava, portanto, plenamente consciente de seus atos. O pedido de absolvição sumária chegou a ser analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas foi rejeitado, garantindo a continuidade da ação penal até o julgamento pelo Júri.

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