O pré-candidato ao Senado José Medeiros (PL) manifesta profunda indignação com o arquivamento da PEC da Blindagem, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Portanto, Medeiros considera a decisão um duro golpe contra a investigação de parlamentares corruptos.
Medeiros se revolta com a PEC da Blindagem
Em postagem nas redes sociais, Medeiros expressou sua decepção, afirmando esperar hipocrisia da esquerda, mas se surpreendeu com senadores de centro e direita. No entanto, ele acusou parlamentares de se vangloriarem por terem “defendido o povo”, quando, na verdade, apenas garantiram sua própria impunidade.
“Chega a dar ânsia”, declarou Medeiros, questionando se corruptos agora serão investigados e presos. “Claro que não, esses sim já estão completamente blindados”, alfinetou em texto divulgado com um vídeo, mostrando seu descontentamento.
Além disso, a crítica surge após o arquivamento da PEC, com membros do próprio PL celebrando a decisão. Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, inicialmente apoiou o texto. Contudo, diante da forte rejeição popular, ele acabou por comemorar a decisão da CCJ.
“Não aceitamos e a sociedade brasileira não aceita a blindagem de ninguém. Aqui no Senado é a casa da maturidade”, afirmou Fagundes em vídeo, defendendo a posição da maioria. Portanto, a divisão interna no partido evidencia a polarização sobre o tema.
Inconformado, Medeiros insiste que apenas críticos do Judiciário serão alvo da Polícia Federal e do Supremo. “O Senado faz e fez o jogo da toga”, sentenciou. “Em 2026, precisamos eleger senadores terrivelmente de direita! É isso ou esse país já era, politicamente falando”, escreveu, conclamando por mudanças.
No vídeo, ele compara o futuro do Brasil a foguetes de Elon Musk, mas de forma irônica. “O grande perigo que assolava esse país era o fato de que pudesse os corruptos ficarem impune. Com essa notícia que estão trazendo aqui agora, daqui pra frente não ficará um corrupto nessa Casa e com certeza todos os crimes serão apurados. Não é verdade? Só que não”, disparou.
A PEC da Blindagem, originalmente aprovada na Câmara, previa que deputados e senadores só pudessem ser processados criminalmente mediante autorização das Casas. Além disso, exigia aprovação em até 90 dias após denúncia ao STF. Casos de prisão em flagrante por crimes inafiançáveis, como homicídio e estupro, também necessitariam de autorização em 24 horas.
A definição seria por voto secreto. Contudo, o texto foi remetido ao Senado e, na quarta-feira (24), a CCJ rejeitou a proposta. Os senadores aprovaram por unanimidade o parecer de Alessandro Vieira (MDB-SE) contrário à matéria. Dessa forma, a PEC agora segue para o Plenário.
Ainda ontem, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) anunciou o arquivamento da proposta, selando o destino da controversa PEC da Blindagem. Para mais informações sobre política regional, acesse portal163.com.br/politica.










