A deputada federal Coronel Fernanda (PL), por Mato Grosso, enquadrou o depoente em CPMI INSS, o empresário Rubens Oliveira Costa. Ele foi preso em flagrante pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta segunda-feira (22).
Rubens Oliveira Costa e o esquema de desvio
Rubens Oliveira Costa é suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de recursos do INSS e depôs como testemunha. Ele é ex-diretor de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela Polícia Federal (PF) como o principal “facilitador” do esquema. Além disso, ele possui ligações com empresas de Thaisa Hoffmann Jonasson, companheira do ex-procurador do INSS, Virgilio Ribeiro de Oliveira Filho.
Ao inquirir o depoente CPMI INSS, Coronel Fernanda questionou se valeria a pena ser preso para proteger o “Careca do INSS”. Diante da resposta negativa, ela disse: “Nos ajude a te ajudar”.
“O senhor ainda vai continuar protegendo o seu Papai Noel? Eu entendo que no momento de dificuldade, de necessidade, o senhor acabou entrando nessa teia e mesmo assim o senhor vai continuar defendendo quem vai te colocar atrás das grades e prejudicar a sua família? Vale a pena isso?”, questionou a parlamentar. “E por que o senhor não contribui então conosco? Nos ajude a te ajudar”, completou.
Coronel Fernanda alertou o empresário sobre o enquadramento em diversos crimes, como falsidade ideológica, falso testemunho, lavagem de dinheiro, associação criminosa e estelionato. O depoimento ganhou contornos de investigação mais profunda.
Fiança e investigação bilionária
Após o depoimento, Rubens Oliveira Costa foi levado à Polícia Legislativa do Congresso. No entanto, ele foi liberado por volta das 2h40 após pagar fiança, definida pelo delegado plantonista. Ele responderá na Justiça Federal pelos crimes em que é suspeito.
Uma investigação da Polícia Federal revelou um esquema bilionário de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do INSS. Segundo a PF, associações e entidades que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS. Para mais informações sobre investigações em andamento, visite nosso portal.










