O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), lançou duras críticas aos senadores por Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil) e Carlos Fávaro (PSD), afirmando que os senadores não se reelegem em 2026. Segundo ele, a falta de alinhamento com os interesses regionais e a simpatia popular pela direita comprometem o futuro eleitoral da dupla.
Senadores não se reelegem por falta de sintonia com o eleitor
Em uma declaração incisiva, Abilio Brunini argumentou que Jayme Campos e Carlos Fávaro não possuem chances reais de vitória em futuras eleições. Ele destacou que o eleitor mato-grossense, em sua maioria, se inclina para a direita. Portanto, a aliança de Fávaro com a base governista do presidente Lula (PT) e a postura de Jayme em relação a pautas importantes são vistos como entraves significativos. “Eles estão fazendo os seus próprios acordos, os seus próprios negócios”, sentenciou o prefeito.
O chefe do executivo cuiabano aposta em uma renovação expressiva no Congresso Nacional, com um aumento da bancada bolsonarista e de direita. Essa nova configuração, em sua visão, estará mais apta a defender os interesses do bloco a partir de 2027. Além disso, o grupo busca destravar o PL da Anistia, que beneficia apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a PEC da Blindagem.
Para Abilio Brunini, a falta de sintonia com a opinião pública é um fator crucial que impede que os senadores não se reelegem. “Esses senadores, assim como outros, não tem mais preocupação com a opinião pública para se manifestar politicamente sobre essa situação das PECs lá no Senado”, criticou. Ele sugere que muitos políticos já antecipam a ausência de retorno eleitoral.
Ademais, o prefeito provocou Jayme Campos ao insinuar que o senador sequer concorrerá à reeleição ou ao governo do estado. Abilio apontou que Jayme tem um histórico de participar apenas de disputas onde a vitória é praticamente garantida. “Ele aparentemente nunca perdeu uma eleição, e o grande segredo do sucesso dele nunca perder uma eleição é que ele nunca entrou numa eleição que ele podia perder. E provavelmente ele não vai entrar na eleição do ano que vem”, concluiu.
A defesa da PEC da Blindagem, que visa ampliar a proteção de parlamentares contra investigações, é um dos pontos de discórdia. Abilio Brunini, que é favorável à medida, enxerga a posição de Fávaro e a ausência de apoio de Campos como indícios claros de que os senadores não se reelegem. No entanto, essa pauta, assim como o PL da Anistia, são bandeiras defendidas pela direita.
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