PEC das Prerrogativas na Câmara: Deputado defende blindagem

Deputado federal posa em frente a uma bandeira do Brasil, demonstrando apoio à PEC das Prerrogativas.
A PEC das Prerrogativas, defendida por parlamentares, busca garantir autorização para processar deputados.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL) reafirma sua posição e garante não se arrepender do voto favorável à PEC das Prerrogativas, conhecida também como PEC da Blindagem. Essa medida exige autorização parlamentar para que senadores e deputados sejam processados, inclusive por crimes graves como estupro, homicídio e pedofilia. Portanto, segundo ele, a iniciativa é crucial para resguardar as prerrogativas dos parlamentares.

PEC das Prerrogativas: defesa de parlamentares

Ademais, Zaeli argumenta que a aprovação da PEC das Prerrogativas é necessária para garantir a urgência na tramitação do PL da Anistia. “É um remédio amargo que nós vamos ter que tomar para dar liberdade aos deputados que tenham boa fé”, afirmou em entrevista ao RDTV Cast. Ele acredita que a medida se faz necessária devido às pressões do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em sua visão, age com parcialidade.

Por outro lado, o deputado explicou que a direita precisou se unir ao Centrão para viabilizar o PL da Anistia. Consequentemente, a PEC da Blindagem foi votada antes da urgência do PL que visa anistiar os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. “O Centrão se comprometeu a aprovar a anistia se a PEC da prerrogativa passasse”, declarou.

Além disso, muitos parlamentares sentem-se ameaçados e com receio de se posicionar sobre determinados temas devido a demandas judiciais. Com a aprovação da PEC das Prerrogativas, eles teriam maior tranquilidade para atuar. Cerca de 30 deputados, de diversos partidos, incluindo o próprio PL, teriam processos no Supremo e se sentiriam intimidados.

Apesar de defender a PEC, Zaeli critica alguns pontos, como a extensão das prerrogativas aos presidentes de partidos. No Senado, o texto enfrenta resistência. Jayme Campos (União Brasil) e Margareth Buzetti (PP) já se declararam contrários, enquanto Wellington Fagundes (PL) sinalizou apoio. “Os que mais estão apanhando somos nós”, lamentou o deputado.

Em última análise, o objetivo principal para Zaeli é a aprovação do PL da Anistia, para atender aqueles que ele considera terem sido injustiçados após os eventos de 8 de janeiro. A discussão sobre a PEC das Prerrogativas, portanto, se insere nesse contexto de negociação política.

Para mais notícias da região, acesse Portal 163.

Compartilhe :

Veja mais