A produção de algodão em MT para o ciclo 24/25, mesmo com o plantio atrasado, caminha para ser histórica. Chuvas fora de época, ocorrida em maio e junho, foram determinantes para o sucesso, prolongando o ciclo da cultura e aumentando a produtividade.
Produtividade recorde com chuvas atípicas
Segundo o IMEA, a produtividade média estimada é de 308,08 arrobas por hectare, um salto de 5,61% em relação à safra anterior. Portanto, trata-se da segunda maior produtividade média já registrada.
A pesquisadora Daniela Dalla Costa, da Fundação MT, explica que as chuvas em momentos decisivos foram cruciais. Assim, em áreas de ensaio, a produtividade saltou de 393 para 457 arrobas por hectare após as precipitações.
Especialmente, a chuva de maio foi fundamental para a maior retenção de estruturas reprodutivas. Isso resultou em maior enchimento das maçãs, culminando em produtividades finais expressivas.
Atrasos compensados pela chuva
No entanto, o ciclo da pluma enfrentou atrasos. O plantio da soja, adiado pela falta de chuvas, impactou o calendário do algodão. Conforme o último relatório do IMEA, a colheita está cerca de 8% atrasada.
Apesar do atraso, a área plantada de algodão no estado deve alcançar 1,52 milhão de hectares, um aumento de 4,18%. Com isso, a produção total esperada é de 7,04 milhões de toneladas de algodão em caroço.
Dessa forma, a projeção de algodão em pluma é de 2,90 milhões de toneladas, 11,38% superior ao ciclo anterior. A produção de algodão em MT demonstra resiliência e potencial de crescimento.
Por exemplo, essa superação de desafios climáticos reafirma a importância da gestão hídrica e do monitoramento nas lavouras. Em resumo, a safra histórica é um reflexo da combinação entre tecnologia e adaptação climática.
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