Operação contra tráfico e lavagem de dinheiro em Mato Grosso
Nesta quarta-feira (10), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Tempo Extra para desmantelar uma facção criminosa envolvida em tráfico e lavagem de dinheiro. A ação combate a organização criminosa e a lavagem de capitais, sendo um desdobramento da bem-sucedida Operação Apito Final.
A nova ofensiva visa asfixiar financeiramente o grupo criminoso. A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) lideram os esforços da investigação.
Avanço nas investigações de tráfico e lavagem de dinheiro
A investigação é um desdobramento da Operação Apito Final, que já havia revelado um esquema de lavagem de dinheiro superior a R$ 65 milhões. Informações indicavam que o líder da facção, preso na ação anterior, continuava conectado a associados.
Integrantes do grupo teriam assumido a responsabilidade pela continuidade das atividades criminosas. Um dos alvos, J.I.A.J., é apontado como articulador-chave para manter as operações criminosas ativas.
Ele teria ficado responsável por coordenar a distribuição e venda de drogas em Cuiabá. O objetivo era otimizar os ganhos e minimizar os riscos para o grupo criminoso.
Segundo as investigações, o investigado teve papel estratégico na reestruturação financeira da facção. Ademais, ele oferecia suporte logístico para a fuga de comparsas, atuando como um facilitador.
As investigações apontaram ainda que o grupo continua ativo, buscando lavar dinheiro do crime. Para isso, utilizam empresas de fachada e a aquisição de veículos de alto valor, evidenciando o esquema de tráfico e lavagem de dinheiro.
Detalhes da Operação Tempo Extra
São cumpridas 15 ordens judiciais, incluindo um mandado de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Adicionalmente, foram sequestrados três veículos e suspensa uma atividade econômica.
Foram bloqueados R$ 1 milhão em contas bancárias, visando asfixiar financeiramente a organização. Esta ação se alinha ao programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil, através da Operação Inter Partes. Ela também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).
Retrospecto: Operação Apito Final
Deflagrada em abril de 2024, a Operação Apito Final revelou um esquema de lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 65 milhões. Na época, 54 ordens judiciais foram cumpridas.
Foram sequestrados 45 veículos e 33 imóveis tiveram sua indisponibilidade decretada. A investigação durou dois anos e apontou uso de “laranjas” para movimentar os recursos ilícitos.
A Operação Tempo Extra é vista como uma extensão direta da Apito Final. Isso reforça a tese de continuidade das atividades criminosas pelo mesmo grupo. Para mais detalhes sobre a atuação policial, acesse portal163.com.br/noticias/policia.
A nova ofensiva busca impedir a reestruturação do grupo. O objetivo é barrar o controle de áreas estratégicas para o tráfico e a lavagem de capitais em Mato Grosso.









