O governador do Estado, Mauro Mendes, demitiu o engenheiro Alaor Alvelos Zeferino de Paula de seu cargo efetivo na Secretaria de Infraestrutura. Essa decisão, datada de 5 de setembro, foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (8). Portanto, a ação marca um passo importante na apuração de desvios R$ 5,1 milhões.
Desvios R$ 5,1 milhões: Delatores punidos
Na mesma ocasião, o governador determinou a destituição do cargo em comissão do ex-servidor Diego Pereira Marconi. Além disso, o processo administrativo contra Valdísio Juliano Viriato, ex-secretário adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), foi sobrestado. Isso ocorreu porque ele já havia sido destituído de outro cargo.
Os três, Alaor Alvelos, Diego Marconi e Valdísio Viriato, foram citados em uma fase da “Operação Sodoma”. Essa operação desbaratou esquemas de corrupção na gestão de Silval Barbosa. Apesar de se tornarem delatores, eles continuaram respondendo a processos administrativos. Desta forma, a investigação sobre os desvios R$ 5,1 milhões prossegue.
Valdísio Viriato, que já havia sofrido outra destituição, não teve seu processo concluído em virtude dessa condenação prévia. Em contraste, Alaor Alvelos e Diego Marconi tiveram seus primeiros processos administrativos finalizados. Estes procedimentos administrativos investigavam os desvios R$ 5,1 milhões.
Esquema de Combustível e Frota da Secretaria
Um dos esquemas investigados envolveu o contrato entre a Setpu e as empresas Auto Posto Marmeleiro e Saga Comércio e Serviço de Tecnologia e Informática Ltda. Em sua delação, Diego Marconi detalhou como os desvios R$ 5,1 milhões ocorriam. Ele explicou que eram feitas inserções fictícias de combustível em veículos pertencentes à frota da secretaria.
A determinação para o desvio partia diretamente de Valdísio Juliano Viriato. Como chefe imediato de Diego Marconi, Alaor Alvelos era responsável por checar os desvios relacionados a esses contratos. Por exemplo, sua função era garantir a integridade dos gastos.
Conforme o Ministério Público Estadual, o montante desviado por meio desses contratos, entre fevereiro de 2013 e outubro de 2014, atingiu a cifra de R$ 5,1 milhões. Essa informação, detalhada em nosso portal: leia mais aqui.










