A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), apelou por harmonia no parlamento, especialmente em relação à briga por indicação de melhorias atendidas pela Prefeitura. Recentemente, um incidente no bairro Dr. Fábio, envolvendo suposta interferência do vereador Cezinha Nascimento (União Brasil), gerou discussões.
Segundo relatos e gravações de populares, o vereador teria ordenado a paralisação de um serviço de patrolamento, além de proibir filmagens na área, que seria sua base eleitoral. Paula Calil reiterou que os vereadores devem atuar em prol do município, mas afastou a possibilidade de punição para tais atitudes, classificando-as como “posicionamentos” e “comportamentos” inerentes aos políticos.
Paula Calil: “Não temos como punir” briga por indicação
“Nós somos vereadores para o Cuiabá, todos nós. Nós estamos aqui para trabalhar pelo município e não tem que haver esse tipo de situação […] Nós não temos como punir. São posicionamentos, são comportamentos, são posturas”, frisou a presidente da Câmara. Portanto, a expectativa é que a atuação dos parlamentares se mantenha focada no bem comum.
O prefeito Abilio Brunini (PL) também comentou a situação, negando que atividades da Prefeitura tenham sido ou serão travadas por interesse de algum vereador. Ademais, ele considerou que a exposição de Cezinha nas redes sociais não reflete a verdade dos fatos. Segundo o gestor, o vereador teria sido provocado e não há evidências de que ele tenha ordenado a paralisação das obras.
“Não houve o fato conforme foi narrado no vídeo. O que há naquela região é um conflito político”, explicou Abilio. Em suma, o prefeito minimizou a ocorrência, indicando que a essência da questão reside em disputas políticas locais, e não em uma interrupção real de serviços públicos. A disputa pela briga por indicação, portanto, parece não ter impacto direto nas ações municipais.
“Essas discussões, essas briguinhas, elas acontecem nos bairros entre lideranças comunitárias e oposições políticas daquela região. Mas o serviço não foi interrompido, o vereador não tem poder de interromper nenhum serviço da Prefeitura e ele também não tem poder de determinar qual serviço será feito e qual não será. Então, eu acredito que não pode se basear apenas num trecho do vídeo, por mais provocante que tenha naquela parte do vídeo”, concluiu Abilio.
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