A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), acredita que o retorno de vereadores afastados, Sargento Joelson (PSB) e Chico 2000 (PL), por decisão judicial, traz um alívio financeiro considerável para a Casa. Com isso, o Legislativo Cuiabano deixa de arcar com os custos dos suplentes, Fellipe Corrêa (PL) e Gustavo Padilha (PSB).
Alívio Financeiro com o Retorno de Vereadores
A volta de parlamentares suspensos, como Sargento Joelson e Chico 2000, diminui os gastos da Câmara de Cuiabá. Isso ocorre, pois, além dos salários dos próprios titulares, que voltaram a ser pagos por determinação judicial, o Legislativo arcava com os vencimentos dos suplentes. Portanto, a reentrada dos vereadores efetivos representa uma economia direta para o orçamento da Casa.
Cada vereador recebe um subsídio mensal de R$ 26 mil. Adicionalmente, há outros benefícios, como a Verba Indenizatória de R$ 19 mil e o auxílio-saúde de R$ 2,2 mil. “Como gestora do orçamento, estaremos retornando à normalidade, que é previsto já dentro do nosso orçamento”, afirmou Paula Calil em entrevista à imprensa. A readequação do número de pagamentos está em conformidade com o orçamento previsto pela gestão.
Calil ressaltou que a Câmara passará a ter 27 vereadores recebendo seus subsídios, em vez dos 29 que vinham sendo pagos. A presidente também enfatizou que a transparência é um pilar na condução dos trabalhos legislativos. O afastamento de Sargento Joelson e Chico 2000 ocorreu no âmbito da Operação Perfídia, da Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de propina.
Apesar das investigações, Paula Calil garantiu que o retorno dos parlamentares não gera um clima de instabilidade na Câmara. “O clima? Tranquilo. Eu acredito que os vereadores retornam à Casa, aos seus trabalhos”, disse a presidente. Ela complementou que a Câmara Municipal de Cuiabá é muito maior que tais circunstâncias e que todos os 27 vereadores são eleitos pelo povo e respondem por seus atos.
A presidente ainda não havia sido notificada oficialmente sobre a decisão do TJMT no momento da entrevista. Assim que a notificação judicial for recebida, os vereadores retomarão seus mandatos imediatamente. A expectativa é que tudo se normalize rapidamente com a retomada das atividades regulares.
A Operação Perfídia, segundo a Polícia Civil, iniciou após uma denúncia do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). A investigação aponta que os dois vereadores teriam solicitado R$ 250 mil em propina a um funcionário de uma empresa responsável por obras do Contorno Leste. Em troca, buscavam a aprovação de matéria legislativa para viabilizar pagamentos devidos pelo Município em 2023.
Parte dos valores supostamente foi depositada em conta indicada por um dos vereadores. Outra parte, contudo, pode ter sido paga em espécie dentro do gabinete na Câmara, local onde as negociações teriam acontecido. No dia 29 de abril, foram cumpridas 27 ordens judiciais, incluindo buscas e apreensões e quebra de sigilo.
Saiba mais sobre a Operação Perfídia em: Operação Perfídia.










