A senadora Margareth Buzetti (PP) declarou categoricamente que Mato Grosso é machista, em resposta ao preocupante aumento dos casos de feminicídio no estado. A parlamentar, em entrevista concedida na semana passada, defendeu a educação como pilar fundamental no combate à violência contra a mulher. Posteriormente, ela reiterou essa visão, enfatizando a necessidade de intervenção desde a infância.
Educação: Chave contra o machismo estrutural
Questionada sobre a influência do cenário político nos elevados índices de violência, Buzetti atribuiu o problema a raízes culturais profundas. Segundo ela, o machismo é uma questão estrutural, que começa na família e deve ser combatido nas escolas. O homem, lamentavelmente, ainda se sente no direito de posse sobre a mulher, chegando ao extremo de matá-la caso ela decida não permanecer no relacionamento. Portanto, é crucial mudar essa mentalidade.
Margareth Buzetti é uma das idealizadoras do “Pacote Antifeminicídio” (Lei 14.994/2024), sancionada em outubro do ano passado. Esta legislação inovadora transformou o feminicídio em um crime autônomo, com penas que podem chegar a 40 anos de reclusão, a mais severa prevista no Código Penal brasileiro. Ademais, a lei proíbe visitas íntimas e o livramento condicional para condenados, exigindo o cumprimento de, no mínimo, 55% da pena para progressão de regime.
Os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) confirmam a gravidade da situação, pois Mato Grosso lidera, pelo segundo ano consecutivo, o ranking nacional de feminicídios. Em 2024, houve um ligeiro aumento de 0,5%, totalizando uma taxa de 2,5 assassinatos para cada 100 mil mulheres. Assim, a urgência em abordar o Mato Grosso machista se torna ainda mais evidente.
A senadora reforçou seu posicionamento, salientando que a educação começa em casa. “Defendo a mudança cultural”, afirmou. Precisamos trabalhar a educação com as crianças desde o nascimento. É fundamental que a mãe ensine o filho a respeitar as meninas, a reconhecer que elas possuem os mesmos direitos. Não podemos perpetuar a ideia de que o menino brinca enquanto a menina cuida da casa.
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Em conclusão, a luta contra o Mato Grosso machista exige um esforço conjunto e contínuo, com foco na educação e na transformação cultural.










