O cantor sertanejo Yuri Ramirez, 47 anos, foi executado a tiros em sua residência no bairro Santa Emília, em Campo Grande (MS), na noite de sábado (30/08). A comunidade artística regional lamenta profundamente a perda. O músico, cujo nome de batismo era Iuri Gomes Oliveira Ramires, havia deixado a prisão menos de um mês antes do trágico acontecimento.
Ele cumpria pena em regime domiciliar, utilizando tornozeleira eletrônica. Assim, para cumprir a exigência legal de manter um endereço fixo, residia com uma mulher que lhe oferecia acolhimento no imóvel onde o cantor sertanejo assassinado foi encontrado. Natural de Campo Grande, Ramirez construiu uma carreira musical desde a adolescência, inicialmente influenciado pelo rock.
Carreira Musical de Yuri Ramirez
Posteriormente, influenciado pelo pai, migrou para o gênero sertanejo, compondo canções baseadas em suas vivências. Em 2020, formou uma dupla sertaneja, excursionando por Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso. Além disso, seguiu carreira solo, chegando a dividir o palco com nomes conhecidos nacionalmente, como Maria Cecília e Rodolfo. Ele também participou de programas de televisão.
Durante uma entrevista exibida em 2024, Ramirez afirmou que escrevia cerca de três a quatro músicas por semana, acumulando aproximadamente 240 composições inéditas. Entre seus lançamentos destacam-se “Boca Errada” e, em outubro de 2024, “Novo Engano”. Para mais detalhes sobre a cena musical de Campo Grande, confira nossa cobertura em portal163.com.br/musica.
Envolvimento com o Crime e Assassinato
Contudo, apesar de sua trajetória artística, sua vida foi marcada por passagens criminais. Ramirez possuía antecedentes por estupro, tráfico de drogas e armas. Em 2018, foi preso em Goiânia por uso de documento falso, sendo considerado pela Polícia Civil de Goiás como um dos principais traficantes de drogas e armas da Região Noroeste da cidade.
As investigações sugeriram que a residência onde o cantor sertanejo assassinado morava servia como ponto de venda de entorpecentes. Ele também atuava no contrabando de armas de fogo, segundo a polícia. Durante a prisão, apresentou um documento falso em nome de “Alexandre Nunes”.
De acordo com a Polícia Civil, dois homens armados invadiram o imóvel. Eles se identificaram como policiais para a moradora antes de buscar a vítima. O cantor foi encontrado em um dos quartos e alvejado com diversos disparos. No local, a perícia encontrou 12 cápsulas de pistola.
A motivação do crime, assim como a identidade dos autores que fugiram, ainda segue em investigação. O caso foi registrado como homicídio qualificado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol. A comunidade aguarda respostas sobre o destino do cantor sertanejo assassinado.










