Sargento Joelson vereador: Retorno à Câmara de Cuiabá após habeas corpus

Sargento Joelson vereador sorrindo, em primeiro plano, com a Câmara Municipal de Cuiabá ao fundo.
O vereador sargento Joelson reassume seu cargo na Câmara Municipal de Cuiabá após decisão judicial favorável.
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Sargento Joelson vereador reassume mandato na Câmara de Cuiabá

O sargento Joelson, vereador em Cuiabá pelo PSB, obteve uma vitória judicial significativa. Após quatro meses afastado, ele poderá reassumir seu mandato. A decisão concedeu parcialmente um habeas corpus, permitindo seu retorno ao cargo.

Habeas Corpus para o sargento Joelson vereador

Joelson foi afastado em abril deste ano, sendo alvo da Operação Perfídia. Essa operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), investiga um suposto esquema de corrupção. Ademais, apura o recebimento de propinas na execução de obras públicas na gestão municipal.

A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu pelo retorno do parlamentar. O placar foi de dois votos a um. O julgamento ocorreu em 26 de agosto, contudo, o teor completo da decisão ainda não foi oficialmente publicado. O relator do caso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, acatou o pedido da defesa. Assim sendo, foi acompanhado pelo desembargador Lídio Modesto da Silva Filho. Apenas o desembargador Hélio Nishiyama votou contra o retorno do sargento Joelson.

O vereador Chico 2000 (PL), que também foi afastado na mesma operação, deve solicitar uma extensão do habeas corpus. Portanto, a expectativa é de que ele também consiga retornar às suas funções. O caso do sargento Joelson vereador marca um importante capítulo na política local.

A Operação Perfídia, conforme apurado pelo portal, detalha que os vereadores Sargento Joelson e Chico 2000 teriam cobrado propina de uma empresa. Essa empresa era responsável por uma obra no Contorno Leste. A investigação policial aponta para irregularidades que podem envolver o vereador.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início no ano passado. Ela começou após uma denúncia que apontava que os dois vereadores solicitaram propina. Especificamente, foi a uma empresa responsável pela obra do Contorno Leste. O objetivo era aprovar uma matéria legislativa que permitia o recebimento de pagamentos devidos pelo Município em 2023. Por outro lado, há indícios de que parte dos valores foi depositada em uma conta indicada por um dos vereadores.

Além disso, há indícios de que outra parte do dinheiro foi paga em espécie diretamente ao parlamentar. Essas negociações teriam ocorrido no interior de seu gabinete na Câmara Municipal. Em 29 de abril, foram cumpridas 27 ordens judiciais. Estas incluíam mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e eletrônicos, e sequestro de bens, valores e imóveis de cinco investigados.

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