A deputada estadual Janaína Riva (MDB) fez um forte alerta durante evento em Várzea Grande, denunciando o que chamou de epidemia de feminicídios MT. Diante de vereadores e lideranças, ela expressou indignação com a escalada da violência contra mulheres no estado.
Epidemia de feminicídios MT: um grito de alerta
Com um tom de revolta, Riva afirmou que Mato Grosso vive uma “verdadeira epidemia de matança de mulheres” e que o estado corre o risco de bater um novo recorde em 2025. “Ontem à noite, nós perdemos mais uma mulher esfaqueada pelo ex-marido em Novo São Joaquim”, disse a deputada, enfatizando que já são 37 vítimas somente neste ano. Portanto, é inaceitável que o estado mais rico do país ostente esse título vergonhoso.
A vítima Maquiane de Brito Arruda, 28 anos, servidora municipal, foi morta brutalmente com diversas facadas. O principal suspeito, seu ex-companheiro, de 28 anos, está foragido e sendo procurado pela polícia. Além disso, a deputada ressaltou que a violência deixa marcas indeléveis em famílias, com quase 60 crianças órfãs somente em 2024, cujas vidas são devastadas.
A parlamentar criticou severamente a falta de investimento em políticas públicas para mulheres. Segundo ela, o orçamento de R$ 500 mil para o enfrentamento da violência em 2024 sequer foi utilizado. “Esse dinheiro foi devolvido para outras despesas. Isso é um tapa na cara de todas nós mulheres”, desabafou, salientando que um estado que lidera índices de feminicídio não pode ser tratado com tamanho descaso.
Janaína Riva defendeu a importância da prevenção dentro das comunidades, com a participação de lideranças locais e o fortalecimento dos conselhos da mulher. Por exemplo, muitas vezes sinais claros de violência são ignorados, com vizinhos que ouvem brigas e consideram algo normal. “Precisamos agir antes que aconteça. Em briga de marido e mulher a gente deve meter a colher sim”, enfatizou, ressaltando a responsabilidade coletiva e a possibilidade de interromper o ciclo de violência.
Violência política de gênero e a necessidade de união
A luta contra a epidemia de feminicídios MT não se limita às agressões físicas. A deputada também abordou a violência política de gênero, citando um vereador que chamou a prefeita de Pedra Preta de “cachorra viciada”. Assim, a Procuradoria da Mulher da ALMT acionará o Ministério Público Federal para pedir a cassação do mandato do agressor, mostrando que tais atos não serão tolerados.
Janaína Riva concluiu seu discurso clamando por união entre mulheres de diferentes partidos e ideologias. “Podemos ter divergências políticas, mas todas nós somos mulheres. Geramos a vida, representamos metade da população e geramos a outra metade. Precisamos estar juntas para enfrentar essa realidade. E, principalmente, precisamos muito também dos homens nessa luta”, finalizou, em um apelo por colaboração mútua.
O evento, que marcou o encerramento da campanha Agosto Lilás, reuniu autoridades locais em Várzea Grande. Para mais informações e notícias em tempo real, acesse a comunidade de WhatsApp do Rdnews. Saiba mais sobre as ações.










