O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal passe a monitorar Bolsonaro em tempo integral. A medida visa a vigilância do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
Monitorar Bolsonaro em tempo integral: o motivo por trás da decisão
A principal justificativa para intensificar o monitoramento é o risco de fuga. Moraes apontou a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Ele estaria tentando influenciar autoridades americanas contra o Judiciário brasileiro. Aliás, a ação de Eduardo reforça a preocupação.
Ademais, o ministro citou a proximidade do julgamento de Jair Bolsonaro. Ele é réu em um processo por tentativa de golpe de Estado. Dessa forma, as ações de Eduardo, mesmo no exterior, reforçam o temor de que Jair tente se furtar da aplicação da lei.
Conforme a decisão, equipes da Polícia Penal do DF realizarão vigilância em tempo real do endereço residencial do ex-presidente. No entanto, a vigilância deverá ser discreta. Portanto, sem exposição indevida ou invasão da esfera domiciliar. A discrição é fundamental na execução da vigilância.
O próprio Moraes deixou a critério da Polícia Penal a decisão sobre o uso de uniforme e armamento. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado favoravelmente a esse monitoramento integral, reforçando a preocupação com a possibilidade de fuga. A PGR apoia a medida.
Por que Bolsonaro está preso em casa? Ele é réu por tentativa de golpe de Estado. No entanto, sua prisão domiciliar se deu em outro inquérito. Este investiga a suposta coação de autoridades responsáveis pelo processo do golpe. Para mais detalhes sobre o contexto político, confira nossa cobertura completa.








