Frutas Brasileiras: Exportação Resiste a Tarifas nos EUA

Caixas de frutas tropicais sendo inspecionadas antes da exportação de frutas brasileiras.
Caminhões carregados com frutas prontas para a exportação brasileira, mostrando a logística do setor.
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A exportação de frutas brasileiras demonstra resiliência diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Inicialmente, o setor temia um impacto significativo, mas, felizmente, as vendas seguem sem grandes contratempos.

Exportação de Frutas Brasileiras Resiste a Barreiras

Conforme dados da Abrafrutas, o mercado norte-americano absorveu 14% do volume de mangas exportadas pelo Brasil em 2024. Portanto, essa fatia representa 13% do faturamento total da fruta no exterior. No geral, os EUA responderam por 7% do volume e 12% da receita de todas as frutas exportadas.

Uma preocupação inicial girava em torno de três mil contêineres programados para embarque neste ano. No entanto, nenhum deles foi cancelado até o momento, o que demonstra a força da relação comercial. A explicação reside nos ajustes feitos entre empresas brasileiras e americanas, como nas margens e modelos de negócio.

Apesar de o resultado anual ser ligeiramente inferior ao esperado, o cenário está longe de ser catastrófico. Além disso, a diversificação de mercados ganha ainda mais força para reduzir a dependência dos Estados Unidos.

Nesse sentido, a ApexBrasil promoveu uma rodada de negócios na Expofruit 2025, em Mossoró (RN). O evento reuniu 13 compradores de 12 países distintos, visando ampliar o alcance da exportação de frutas brasileiras.

A expectativa é que sejam realizadas mais de 200 reuniões para o fechamento de novos negócios. Simultaneamente, o setor acelera a abertura de novos mercados, com apoio do governo federal. O objetivo é mitigar vulnerabilidades a decisões tarifárias internacionais, embora os resultados plenos levem alguns anos.

Na região de Mossoró e no Rio Grande do Norte, a União Europeia é o principal destino das exportações. Por exemplo, isso minimiza os impactos imediatos das tarifas americanas, uma vez que apenas 5% das frutas locais vão para os EUA. Produtores também enxergam com bons olhos mercados distantes como a China e a Coreia do Sul.

No caso sul-coreano, a manga brasileira conquistou 16% do consumo local, após a redução tarifária de 44% para zero em três anos. Dessa forma, essa conquista garante rentabilidade e abre caminho para outros produtos brasileiros, fortalecendo a exportação de frutas brasileiras.

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