Sebastião Lauze Queiroz, conhecido como o “dono da quebrada”, solicitou à Justiça a revogação de sua prisão preventiva. Ele foi um dos alvos da Operação Ludus Sordidos, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
Saúde do Dono da Quebrada Motiva Pedido de Liberdade
A ação visa desarticular uma facção criminosa atuante em jogos de azar, estelionato, tráfico de drogas e lavagem de capitais. Foram emitidos 10 mandados de prisão preventiva; um alvo morreu em confronto e outro permanece foragido.
A defesa de Lauze argumenta que a prisão preventiva é desnecessária. Os supostos crimes ocorreram entre 2021 e 2023, sem comprovação de continuidade. Além disso, Lauze não teria atrapalhado as investigações.
Os advogados pleiteiam a substituição da prisão preventiva por domiciliar, fundamentando o pedido no estado de saúde de Sebastião. Ele sofre de cardiopatia, diabetes e hipertensão, necessitando de um novo procedimento cirúrgico devido a uma veia obstruída.
“Nossas prisões encontram-se superlotadas, e as condições básicas de vigilância sanitária, como água e alimentação, não são observadas”, consta no pedido. A Justiça analisará o pleito nos próximos dias.
Detalhes da Operação Policial
Além dos mandados de prisão, a operação expediu oito de busca e apreensão, oito sequestros de imóveis e 12 de contas bancárias, totalizando mais de R$ 13,3 milhões bloqueados. As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Nova Odessa (SP).
As investigações iniciaram em dezembro de 2023, após a interrupção de uma reunião comunitária no Jardim Liberdade, em Cuiabá. Integrantes de uma facção intimidaram participantes, numa clara demonstração de poder, motivados pela interpretação do evento como um ato eleitoral.
Com o avanço das apurações, foi identificado um grupo criminoso estruturado na região. Integrantes ostentavam veículos de luxo e imóveis incompatíveis com renda lícita, que foram alvos de sequestro na operação, visando recuperar ativos e desarticular o grupo.
O grupo utilizava pessoas interpostas (laranjas) para adquirir veículos e receber valores de origem ilícita. Para mais informações sobre operações de combate ao crime, visite nosso portal: notícias de polícia.










