Mauro Mendes rebate Carlos Bolsonaro: “Magoado e falando pela boca”

Mauro Mendes, governador, em evento, em resposta a Carlos Bolsonaro.
Governador Mauro Mendes rebate declarações de Carlos Bolsonaro em evento público.
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A declaração do governador Mauro Mendes (União Brasil) criticando a postagem do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o Carluxo, repercutiu amplamente. Carluxo havia classificado governadores de direita como “ratos” e, posteriormente, acusou aliados de serem “desumanos, sujos, oportunistas e canalhas” nas redes sociais.

Mauro Mendes responde Carlos Bolsonaro com firmeza

Diante das acusações, Mauro Mendes, em tom ponderado, expressou seu descontentamento. “Olha, primeiro, é muito ruim [a declaração]. Ele deve estar, assim, se sentindo ferido, magoado, e falando pela boca aquilo que devia sair por outro lugar”, afirmou o governador. Portanto, ele considera esse tipo de ataque prejudicial e inútil para a resolução de problemas.

Além disso, Mendes lamentou o que chamou de “destempero de algumas lideranças políticas”. Ele acredita que essa postura não contribui para a sociedade e que a polarização excessiva está “muito ruim”. Dessa forma, o governador declarou estar “de saco cheio” dessa divisão política.

O governador fez essas declarações ao comparecer ao ato de filiação da senadora Margareth Buzetti. Ela trocou o PSD pelo PP, buscando fortalecer sua pré-candidatura à reeleição. O evento ocorreu nesta quinta-feira (21).

Curiosamente, Mauro Mendes foi o único governador de destaque a responder diretamente ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros governadores, como Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Tarcísio de Freitas (SP) e Ratinho Júnior (PR), optaram por “colocar panos quentes” sobre a polêmica declaração de Carluxo.

A crítica de Carlos Bolsonaro ocorreu um dia após o lançamento da pré-candidatura de Romeu Zema à Presidência pelo partido Novo. Jair Bolsonaro, por sua vez, cumpre prisão domiciliar, aguardando o início do julgamento em setembro sobre a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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