O conhecido como Sandro Louco, apontado como líder do Comando Vermelho em Mato Grosso e de alta periculosidade, retornou ao convívio comum na Penitenciária Central do Estado (PCE). A decisão, tomada pelo juiz Geraldo Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, marca uma mudança significativa em sua situação carcerária.
Sandro Louco: Da solitária ao convívio comum
Anteriormente, em fevereiro deste ano, Sandro Louco foi transferido para o Raio 8, ala de segurança máxima da unidade, após supostas ordens para rebeliões, contratação de hackers para inserir um falso alvará de soltura e compra de arma de dentro da cela. Essa medida tinha validade de seis meses, podendo ser estendida.
No entanto, após uma nova avaliação, o juiz considerou que não existem fatos contemporâneos que indiquem risco à ordem prisional ou à sociedade. Por essa razão, Sandro Louco foi liberado de volta para o setor de convívio comum em 6 de agosto.
Embora o Ministério Público tenha tentado apelar contra a determinação, o recurso foi negado. O magistrado, em sua decisão, ressaltou que os argumentos apresentados pelo MP eram os mesmos que fundamentaram a inclusão de Sandro Louco no RDD, mas que a prorrogação exigia a inequívoca demonstração de que tais riscos permaneciam válidos.
Além disso, o juiz também determinou que a direção da PCE avalie a possibilidade de confecção de carteiras de visitantes para a esposa e a mãe de Sandro Louco. Essa decisão visa facilitar a manutenção dos laços familiares, um fator importante para a ressocialização.
Para mais informações sobre o sistema prisional de Mato Grosso, acesse nosso portal: Portal 163.









