Chacina em Sorriso: Condenado a 225 anos por crimes hediondos

Fachada do local da chacina em Sorriso, com perícia da polícia.
Condenado a 225 anos por envolvimento na chacina em Sorriso.
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Gilberto Rodrigues dos Anjos foi condenado a 225 anos de prisão pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e feminicídio, cometidos contra Cleci Calvi Cardoso e suas filhas em Sorriso. O julgamento, que chocou a região, teve como foco a chacina em Sorriso, ocorrida em novembro de 2023, e o desfecho veio após intensas 10 horas de julgamento.

A sentença, assinada pelo juiz Rafael Depra Panichella, determina o cumprimento imediato da pena em regime fechado. Em relação a Cleci, os jurados reconheceram feminicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável. Em relação à Miliane, também foi reconhecido feminicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável.

Chacina em Sorriso: Detalhes do julgamento chocam a cidade

Além disso, M.C.C., de 13 anos, teve o crime de feminicídio quadruplicadamente qualificado. M.G.C., de 10 anos, teve o crime de feminicídio com cinco qualificadoras. Portanto, as penas foram dosadas considerando a gravidade dos atos.

Os Detalhes Cruéis da Chacina em Sorriso

Durante a manhã do julgamento, familiares, policiais e o delegado Bruno França prestaram depoimentos, detalhando a vida das vítimas, a cena do crime e o comportamento de Gilberto. Em seguida, o promotor de justiça Luiz Fernando Rossi Pipino destacou a premeditação do crime. Gilberto monitorou e planejou cada detalhe, levando à chacina em Sorriso.

O promotor enfatizou que Gilberto monitorou a rotina da família, estudou a residência e executou o plano com frieza e precisão. Ele descreveu como Gilberto entrou na casa, usando a planta baixa para explicar os detalhes. Desse modo, a crueldade do ato chocou a todos.

Conforme o promotor, Cleci lutou bravamente pela vida, mas não resistiu. As filhas mais velhas tentaram ajudar, mas foram atacadas. A promotoria exibiu dados do IBGE sobre a expectativa de vida das mulheres, mostrando que as vítimas tiveram suas vidas brutalmente interrompidas. Como resultado, o caso gerou grande comoção.

A defesa, por sua vez, buscou atenuar a pena, questionando alguns pontos. O defensor público Ewerton Nóbrega ressaltou a complexidade do caso, mas pediu respeito à população de Sorriso. Ele argumentou que alguns pontos eram inconclusivos, mas reconheceu a autoria dos crimes. Por outro lado, a defesa divergiu sobre a acusação de estupro, sugerindo vilipêndio de cadáver.

O advogado da família das vítimas, Conrado Pavelski Neto, rebateu a questão do vilipêndio, apresentando depoimentos que indicavam que as vítimas estavam vivas durante os estupros. O promotor Luiz Fernando Rossi Pipino ressaltou a brutalidade do crime, que ultrapassou os limites da lei. Em suma, a justiça foi feita, mas a dor da família permanece.

Para mais detalhes sobre o caso e outros acontecimentos da região, acesse Portal 163.

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