Mato Grosso está a caminho de colher a maior safra de milho de sua história no ciclo 2024/25. Estimativas recentes do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), consolidadas em agosto, apontam para uma produção impressionante de 55 milhões de toneladas. Esse volume representa um aumento significativo de 16,14% em comparação com a safra anterior.
Expansão e Produtividade Impulsionam Recorde
O principal motor por trás desse resultado histórico é a expansão da área plantada, que atingiu 7,26 milhões de hectares, um crescimento de 6,29% em relação ao ciclo passado. Segundo o Imea, esse aumento foi identificado através de análises detalhadas de imagens de satélite e geoprocessamento.
A atratividade do milho no momento do planejamento da safra foi o fator decisivo para essa expansão. A valorização da commodity tornou o cultivo mais vantajoso em comparação a outras culturas como gergelim e sorgo, que haviam ganhado espaço em 2023/24.
Além disso, a produtividade média também apresentou uma melhora expressiva. A estimativa aponta para 126,27 sacas por hectare, o que representa um aumento de 9,27% em relação à temporada anterior.
Cenário de Oferta e Demanda
A oferta total de milho para o ciclo 2024/25 foi revisada para cima, com projeção de 55,10 milhões de toneladas. Do lado da demanda, espera-se alcançar 53,70 milhões de toneladas, um crescimento de 10,48%.
Esse aumento na demanda é impulsionado principalmente pelas exportações, que podem chegar a 28,05 milhões de toneladas, registrando uma alta de 15,90%. O consumo interno em Mato Grosso também contribui, com projeção de 17,41 milhões de toneladas, o equivalente a 32,42% da demanda total.
Estoque e Colheita
Com esse cenário favorável, os estoques finais do ciclo foram estimados em 1,41 milhão de toneladas, impulsionados pela safra robusta. A colheita, por sua vez, já alcança 96,38% da área total, indicando um leve atraso em comparação à safra passada.
Mercado Internacional e Competitividade
No mercado internacional, a diferença de preços entre Mato Grosso e a Bolsa de Chicago diminuiu 13,09% na última semana, ficando em R$ -9,28 por saca. A valorização do dólar em 0,58% na semana, reflexo de novos acordos comerciais dos Estados Unidos, também afeta a competitividade das exportações brasileiras.










