Ícones do futebol feminino inspiram a Seleção antes da final

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A preparação da Seleção Brasileira para a grande final da Copa América feminina contra a Colômbia, neste sábado (02), foi marcada por uma visita especial. Duas ex-jogadoras da Amarelinha, Zizi e Pretinha, fizeram uma surpresa no treino da equipe nesta quinta-feira (31), no CT da LDU, em Quito, no Equador.

Pretinha, com uma trajetória de mais de 20 anos como atacante da Seleção, incluindo quatro Copas do Mundo e duas medalhas olímpicas de prata, expressou sua emoção em acompanhar a nova geração.

“Estou feliz de poder presenciar a evolução do nosso futebol feminino e estar em uma final. É emocionante acompanhar o Brasil hoje como torcedora. Então eu estou muito feliz por poder ter essa oportunidade”, comentou.

O Brasil tem um histórico favorável contra a Colômbia, com 11 vitórias e 3 empates em 14 confrontos. No entanto, Pretinha alerta para a evolução da equipe adversária.

“Vai ser um jogo difícil, mas bom de se jogar. Eu tenho certeza que a seleção fará um ótimo jogo e vai conquistar o título”, afirmou confiante. “É jogar com alegria, com amor, com superação e dedicação”, completou.

Zizi reencontra Arthur Elias

Zizi, que disputou a Copa do Mundo na Alemanha e conquistou a prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, conheceu o técnico Arthur Elias na época do Centro Olímpico.

“Fui atleta dele e fomos campeões brasileiros em 2013”, contou. Ao relembrar a fase com Arthur, ela revela que ele “continua o mesmo”. “A zaga tem que se comportar muito bem e desde que eu fui atleta dele, sempre era um time bem ofensivo”, relembrou.

A ex-jogadora destacou a felicidade em ver a evolução e os investimentos na modalidade.

“É incrível, porque tudo que a gente buscou lá atrás, hoje, elas estão tendo. Tem algumas que eu já joguei junto, e vê-las assim, dá até vontade de chorar. É gratificante demais”, comentou emocionada.

Projeto social inspira futuras jogadoras

A experiência de acompanhar a Seleção Brasileira também contribuirá para a formação de Zizi como treinadora do projeto social “Para Ela Jogar”, em Carapicuíba, São Paulo. Há dois anos, ela dedica seu tempo a transformar a vida de 50 meninas de 10 a 17 anos através do futebol.

“O que me motiva é poder encorajar as meninas a fazer o que elas querem, que é jogar futebol, sem medo”, afirmou. “Eu tenho duas alunas com espectro autista. Quando eu vejo elas no gol, defendendo, vibrando, eu sinto que o futebol tem linguagem universal”, comentou.

Zizi espera que, ao retornar ao Brasil, possa compartilhar uma história de coragem e vitória da Seleção com suas alunas.

“Na final é continuar a colocar o futebol brasileiro em prática. É ser Brasil em campo”, afirmou.

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