A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está implementando medidas para reforçar a segurança em seu campus. A medida visa combater a presença de pessoas externas que utilizam o local para o tráfico de drogas e outros crimes.
Parceria para reforço da segurança
A reitora Marluce Silva anunciou uma parceria com o Governo do Estado para a instalação de cerca de 600 câmeras do programa “Vigia Mais” em toda a unidade. Segundo ela, essa ação será crucial para identificar os envolvidos com atividades ilícitas.
“Essa medida será fundamental para identificar os criminosos que utilizam o campus como ponto de venda de drogas”, afirmou a reitora em entrevista coletiva.
Desafios de segurança no campus
Marluce Silva destacou que a UFMT possui várias entradas e um número limitado de funcionários, o que dificulta a identificação de todos que circulam pelo campus. Essa situação tem favorecido a ação de pessoas mal-intencionadas, que aproveitam para vender drogas aos estudantes.
A reitora também relatou que há indivíduos que usam a universidade como ponto de venda de entorpecentes para terceiros, e que muitos circulam pelo campus sob efeito de drogas, aumentando o risco de furtos e abusos sexuais.
Segundo a reitora, a falta de recursos no orçamento da universidade, com a maior parte da verba destinada ao pagamento de pessoal, limita os investimentos em segurança.
Casos recentes de violência
A iniciativa surge como resposta a recentes episódios de violência ocorridos no campus durante o mês de julho.
No dia 24 de julho, Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, foi encontrada morta em uma ala desativada, apresentando sinais de asfixia e abuso sexual.
Dias depois, duas estudantes foram vítimas de tentativas de estupro por frequentadores do campus. Os suspeitos foram rapidamente localizados e presos pelas autoridades.
A expectativa é que a instalação das câmeras contribua significativamente para um ambiente mais seguro para estudantes e funcionários da UFMT.










