Mulher agredida com socos em elevador desabafa: ‘Quero minha vida de volta’

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Juliana Garcia, de 35 anos, vítima de uma brutal agressão com mais de 60 socos dentro de um elevador em seu condomínio em Natal, RN, usou as redes sociais para falar sobre a violência que sofreu. O caso chocou a comunidade local e gerou uma onda de solidariedade.

Campanha de Arrecadação e Apoio

Uma amiga de Juliana iniciou uma campanha online para arrecadar fundos para o tratamento médico da vítima. Emocionada, Juliana agradeceu o apoio recebido de conhecidos e desconhecidos.

“Obrigada pelo apoio. Sempre serei grata por isso. Tudo isso vai passar, e terei minha vida de volta”, declarou Juliana, que ainda apresenta um edema facial severo e não pode ser submetida a cirurgia imediatamente.

Após a divulgação do caso, diversos profissionais, incluindo médicos e dentistas, ofereceram ajuda para o processo cirúrgico da vítima. A rápida mobilização demonstra o impacto da violência na comunidade.

Câmeras Registraram a Brutalidade

Uma câmera de segurança instalada no elevador registrou toda a violência sofrida por Juliana. As imagens mostram o agressor, Igor Eduardo, iniciando uma discussão com a namorada e, em seguida, desferindo socos incessantes em seu rosto assim que a porta do elevador se fecha.

A vítima ficou com o rosto completamente ensanguentado e desfigurado. Um segurança do condomínio, ao ver as imagens pelo sistema de segurança do prédio, acionou imediatamente a Polícia Militar (PMRN).

Quando o elevador chegou ao térreo, o agressor foi contido por moradores e detido em seguida. Juliana foi encaminhada ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.

Relato da Vítima e Histórico de Violência

Em depoimento escrito, devido à dificuldade de falar após a agressão, Juliana contou que Igor Eduardo a submetia a violência psicológica de forma recorrente. Ela relatou que era destratada com frequência e que, embora já tivesse sido empurrada por ele anteriormente, não imaginava que a situação chegaria a esse extremo.

“Em uma rede social, ele me expôs e falou exatamente o contrário do que eu era. E me culpava pelas coisas que ele fazia, além de me tratar de maneira muito rude na frente de todo mundo”, desabafou a mulher.

“Disse que eu iria morrer”

Juliana detalhou que, durante a agressão, Igor Eduardo a ameaçou de morte. “Ele disse que eu iria morrer e começou a me bater. Eu não apaguei, mas também não estava consciente o suficiente para me lembrar de tudo o que ele falou naquele momento.”

A vítima usou as mídias sociais para conscientizar outras mulheres sobre a importância de se protegerem. Ela expressou o desejo de manter distância do agressor e aconselhou vítimas de violência a ficarem atentas aos sinais de abuso.

Em sua publicação, Juliana reiterou seus agradecimentos pela ajuda recebida. “Estou com acesso a meu perfil [no Instagram] e agradeço toda a solidariedade e o amor que todos têm me ofertado no momento, que é muito delicado e no qual preciso focar a recuperação”, concluiu.

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