João Gustavo Ricci Volpato, gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM) em Mato Grosso, foi demitido do cargo.
Ele é apontado pela Polícia Civil como o suposto líder de um grupo investigado pela Operação Sepulcro Caiado. A operação apura um esquema que teria lesado o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em R$ 21 milhões, por meio do desvio de depósitos judiciais.
Volpato era indicação política do deputado federal Emanuelzinho (MDB).
Exoneração e substituição
A exoneração de Volpato deve ser publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (31). Com sua saída, a cadeira deverá ser ocupada interinamente por Jocy Gonçalo de Miranda, um servidor de carreira.
“A exoneração de Volpato será publicada na edição do Diário Oficial da União que circula na quinta-feira (31).”
Conforme apurado, Emanuelzinho e o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, teriam tentado manter Volpato no cargo, mas não obtiveram sucesso. João Gustavo Ricci Volpato já ocupou cargos na prefeitura de Cuiabá durante a gestão de Emanuel Pinheiro, como secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária e adjunto de Gestão de Saúde.
Como funcionava o esquema
A investigação da Polícia Civil indica que os envolvidos ajuizavam ações de execução com documentos falsos. Advogados ligados ao esquema atuavam como representantes das partes, utilizando procurações forjadas.
Servidores do TJMT criavam planilhas falsas, simulando depósitos na Conta Única. Isso permitia a obtenção fraudulenta de alvarás judiciais para o levantamento dos valores.
O esquema criminoso também envolvia a apresentação de comprovantes de pagamento forjados.
Prisões e envolvidos
Ao todo, 11 pessoas foram presas, incluindo familiares de João Gustavo Ricci.
- Luiza Rios Ricci Volpato (mãe)
- Augusto Frederico Ricci Volpato (filho)
- Flávia de Oliveira Santos Volpato (esposa)
- Julia Maria Assis Asckar Volpato (nora)
Empresas ligadas ao investigado também eram utilizadas no esquema.










