Políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso usaram as redes sociais para comemorar a ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A medida, baseada na Lei Magnitsky, impôs o congelamento de bens e contas bancárias do ministro em solo americano. Contudo, o STF já informou que o ministro não possui bens ou contas nos EUA, nem teria renovado visto para o país.
Ação contra Moraes e reações em MT
A justificativa da ação americana contra Moraes cita o processo em curso na Corte contra Bolsonaro, réu por tentativa de golpe após a eleição de 2022. Trump chegou a classificar a Justiça brasileira como uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente.
A ala bolsonarista em Mato Grosso atribui a ação à atuação de Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA, tido como “exilado” diante da suposta “perseguição” de Moraes.
O deputado federal José Medeiros celebrou o que chamou de “dia histórico para as Américas”.
“É um dia histórico para as Américas, porque pela primeira vez um ministro da Suprema Corte de um país democrático é punido por violação aos direitos humanos. parabéns Eduardo Bolsonaro, você representa um país inteiro”, declarou Medeiros em sua conta nas redes sociais.
O federal Rodrigo da Zaeli também se manifestou, defendendo a liberdade de bolsonaristas presos após os ataques de 8 de janeiro de 2023.
“É um passo fundamental para punição de quem mancha a história do país com tirania e perseguição”, disparou Zaeli.
O deputado estadual Elizeu Nascimento ressaltou:
“O mundo começa a enxergar os abusos cometidos no Brasil”.
Já o estadual Gilberto Cattani ironizou a situação com a mensagem:
“Um magnistky dia a todos”.
O vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli, fez referência a uma fala do presidente do STF, Luís Roberto Barroso.
“Perdeu, mané”, publicou Ranalli, em alusão a uma declaração de Barroso em 2022.
Contexto da Lei Magnitsky
A Lei Magnitsky é uma legislação dos Estados Unidos que permite ao governo impor sanções a pessoas responsáveis por violações de direitos humanos ou corrupção significativa, incluindo o congelamento de bens e a proibição de entrada no país.
No caso em questão, a ação foi direcionada ao ministro Alexandre de Moraes, sob a alegação de ter cometido abusos em seus mandatos.










