O cantor João Gomes chocou os fãs ao anunciar a interrupção do consumo de bebidas alcoólicas após ser diagnosticado com esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado. A notícia motivou uma conversa com o gastroenterologista e hepatologista Rodrigo Rêgo Barros para entender os riscos associados a essa condição.
Causas da Esteatose Hepática
O médico Rodrigo Rêgo Barros explicou que a esteatose hepática pode ter diversas origens.
“Vão desde vírus de hepatite, álcool, medicamentos e até doenças genéticas raras”, detalhou o especialista.
Ele acrescentou que os maus hábitos de vida, como o sedentarismo e uma dieta rica em açúcares e calorias, são os principais responsáveis pela maioria dos casos.
O Perigo das Bebidas Alcoólicas
Para quem já convive com a gordura no fígado, as bebidas alcoólicas representam o principal fator de risco.
“O álcool causa em si estresse às células do fígado, inflamação, acúmulo de gordura e fibrose, que é um enrijecimento do órgão e precursor de cirrose”, alertou Rodrigo Rêgo Barros.
O hepatologista esclareceu que não existe uma bebida alcoólica mais segura que outra nesse contexto. Mesmo opções com menor teor alcoólico, como a cerveja, podem representar um perigo maior por serem consumidas em maior volume.
“No fim das contas, o que conta é quantos gramas de álcool são ingeridos”, ressaltou o médico.
Atenção aos Sucos e Moderação
O especialista também fez um alerta sobre os sucos, inclusive os naturais como o de laranja, que podem conter altas quantidades de açúcar.
“Podem contribuir para o acúmulo de gordura no fígado”, advertiu.
Sobre a pergunta comum dos pacientes a respeito de uma quantidade segura de álcool, Rodrigo Rêgo Barros foi categórico.
“Não há uma dose ideal”, afirmou.
Embora as bebidas alcoólicas façam parte do convívio social, o médico enfatizou a importância da moderação.
“O segredo é sempre a moderação. Dessa forma, quem tem esteatose hepática não precisa cortar totalmente as bebidas alcoólicas. Entretanto, isso vai depender de muitos fatores pelos quais avaliamos a saúde global do fígado”, concluiu.









