A defesa de Roseli Loss, ex-secretária executiva do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de habeas corpus, que seja revogada a prisão preventiva da investigada na operação Tomada de Contas. O caso está sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
Antes de decidir se a prisão será revogada ou mantida, o ministro concedeu prazo para a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar manifestação sobre o pedido.
Apontada como responsável pela operação financeira de um esquema de desvio de recursos públicos, Roseli foi presa na semana passada por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Também foram detidos o então presidente do TCE, Sérgio Ricardo; o consultor jurídico-geral do órgão, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia; Felipe José Glinke; Adriangelo Barros Antunes; e Gustavo Fernandes da Silva.
Investigação
A Polícia Federal (PF) investiga indícios de que a suspensão de contratos administrativos servia para pressionar fornecedores. A apuração inclui ainda suspeitas de favorecimento na liberação de recursos públicos.
Outros aspectos sob análise da PF são diferenças nos pagamentos feitos a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos e saques frequentes em dinheiro. A corporação também apura possíveis vínculos entre créditos bancários e retiradas feitas nas dependências da instituição.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.










