Sinop começou na terça-feira (3) uma série inédita de pré-conferências para ouvir crianças e adolescentes sobre os serviços públicos que utilizam. Coordenada pela Secretaria de Assistência Social, a programação segue até sábado (7), em escolas, instituições de acolhimento, organizações sociais e espaços de atendimento socioeducativo.
As contribuições vão subsidiar propostas para a VIII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A escuta busca entender como educação, saúde, esporte, cultura e assistência social chegam a esse público e identificar necessidades e possibilidades de melhoria. A Prefeitura de Sinop participa do processo para fortalecer as políticas públicas e ampliar a proteção dos direitos da infância e da adolescência.
A abertura reuniu representantes da rede de proteção social. Na quarta-feira (4), houve atividades com adolescentes atendidos pela ACOAS, dando continuidade à escuta em diferentes instituições e faixas etárias. A metodologia prevê atividades adaptadas à realidade local e à idade dos participantes. São nove momentos previstos, em instituições de ensino, serviços de acolhimento e espaços socioeducativos.
Juliano Heberle, diretor-técnico da Secretaria de Assistência Social e conselheiro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), afirma que a iniciativa permite avaliar os serviços pela perspectiva de quem os utiliza. “É esse momento em que a gente escuta criança e adolescente para saber se a política pública da educação, do esporte, da saúde e da cultura chega do jeito que eles precisam e do jeito que eles querem”, explica.
O presidente do CMDCA, Paulo Fidelis Miranda, considera que a proposta amplia a participação de crianças e adolescentes nas discussões sobre seus direitos. Ele observa que as conferências anteriores tinham forte presença de adultos e que a edição deste ano busca abrir mais espaço para a expressão do público diretamente envolvido.
Mário Emanuel de Oliveira, facilitador e pesquisador das infâncias e adolescências, aponta uma mudança de perspectiva na elaboração das políticas públicas. “Os meninos e as meninas não são apenas usuários de um serviço público, mas sujeitos de direito que têm opinião e que têm que ter essa voz garantida e respeitada”, ressalta.
Depois das pré-conferências, as contribuições serão organizadas e encaminhadas à conferência municipal. Crianças, adolescentes, representantes do poder público, integrantes do sistema de Justiça e profissionais da rede de proteção poderão apresentar propostas e discutir caminhos para aprimorar as políticas públicas.
Programação das pré-conferências
- 4 de novembro (quarta-feira): das 7h às 11h, escuta de adolescentes de 14 a 16 anos na ACOAS/CAOPA/AGEM; das 13h às 17h, escuta de crianças de 9 a 12 anos na ADRA/IPR.
- 5 de novembro (quinta-feira): das 7h às 11h, escuta de crianças de 10 a 12 anos na Escola Municipal de Educação Básica Leni Benedetti; das 13h às 17h, atividade na Escola Municipal de Educação Básica de Tempo Integral Ivete Dorner, com adolescentes de 10 a 12 anos, conforme o cronograma.
- 6 de novembro (sexta-feira): das 7h às 11h, escuta de crianças e adolescentes de 12 a 16 anos na Escola Estadual Carlos Drummond, na área rural; das 13h às 17h, escuta de adolescentes de 12 a 14 anos no CRAS/CREAS.
- 7 de novembro (sábado): das 7h às 11h, escuta de adolescentes de 16 a 18 anos no CASE Socioeducativo.
Conferência municipal
A VIII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente está marcada para 27 de novembro de 2026. O encontro é um espaço de participação e controle social para avaliar as políticas existentes e formular propostas de fortalecimento da promoção e da proteção integral dos direitos de crianças e adolescentes. As contribuições das pré-conferências deverão ser entregues até 20 de novembro.
A iniciativa também leva em conta os desafios relacionados ao crescimento de Sinop e a necessidade de ampliar e aprimorar os serviços destinados à infância e à adolescência, especialmente nas áreas de educação, convivência, esporte, cultura e proteção social.










